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A importância das certificações dos serviços credenciados de manutenção de carpetes

Você não permitiria que um “técnico”, sem formação comprovada, realizasse a manutenção da sua unidade de climatização. E, com certeza, não levaria seu carro a um mecânico que começou a ser treinado na véspera. Mesmo assim, não são poucos os gestores de empresas e, até mesmo, facilities que contratam fornecedores não credenciados para cuidar da higienização de carpetes e têxteis de suas instalações.

É possível entender o motivo quando se fala em milhares de metros quadrados de espaços acarpetados. Muitas empresas se apresentam como especialistas em higienização de têxteis, oferecendo baixo custo. Bem, aí, já daria para desconfiar que há algo errado: afinal, “não existe almoço grátis”, como diz aquela máxima corporativa. Porém, o apelo do preço pode ser atraente, especialmente num momento de orçamento apertado. Mas, o risco é sério e a conta, no futuro, pode ser muito alta.

Os riscos de contratar serviços de limpeza de carpetes não qualificados e testados

Você precisa focar em dois objetivos: proteger seus ativos e reduzir seus passivos. O carpete é um ativo caro para ser substituído. Considere que compra e instalação de cerca de 3000 m² de carpete de qualidade comercial pode chegar a R$ 600 mil, ou mais. É sensato, deixá-lo aos cuidados de uma empresa sem certificações de entidades credenciadoras, mão de obra sem treinamento e produtos não registrados pelas autoridades sanitárias?

A resposta, claro, pode ser que além de ótimo custo, a empresa alegou que seus produtos e processos são credenciados. Mas provou? Apresentou as certificações? Você teve o cuidado de comprová-las no site das entidades certificadoras? Atualizando um antigo ditado que dizia que “o papel aceita tudo”, a internet, também, aceita qualquer texto ou imagem. Não adianta o prestador de serviços ter um site bem organizado, com as imagens de diversas certificações. É preciso comprová-las. O que pode ser feito, facilmente, acessando o site da entidade credenciadora e buscando pelo nome da empresa ou do produto.

O que, em princípio parece um bom negócio, pode acabar custando muito caro no longo prazo. Prestadores de serviço de manutenção de carpetes “baratos” tendem a cortar custos para economizar tempo, o que significa que a qualidade geral de trabalho será insatisfatória e terá curta duração. Pior ainda, a utilização de produtos e técnicas inadequadas podem danificar irreparavelmente os seus têxteis.

Por exemplo, você sabia que um produto de limpeza de carpetes altamente alcalino fará seus carpetes “brilharem” como novos? Você vai adorar a aparência deles após a limpeza… até que as soluções alcalinas comecem a fazer com que as cores desbotem. Com o tempo, você perceberá que aquele serviço “maravilhoso”, não passava de “maquiagem barata”.

E se o seu prestador de serviço usar um produto com muita solvência e não enxaguar completamente? Você não vai precisar esperar muito para que seu carpete suje novamente. Ah, e esqueça os fornecedores que executam a limpeza de carpetes pelo sistema bonnet. A rotação das escovas pode danificar as fibras do carpete, fazendo com que elas se torçam e percam o brilho.

Além de tudo isso, você pode perder a garantia do fabricante do seu carpete se optar por um fornecedor com metodologias e produtos inadequados para execução dos serviços de higienização. Gestores de empresas e facilities geralmente não avaliam o potencial do prejuízo até que seja tarde demais, ou seja, até que o carpete tenha que ser substituído muito antes do tempo previsto.

Quais certificações você deve solicitar ao prestador de serviços de higienização de têxteis?

Como escapar das armadilhas da contratação de um técnico ou equipe de limpeza de carpetes inadequados? É simples. Solicite as certificações, comprovadas, com a proposta oferecida. As certificações devem ser obrigatoriamente concedidas por entidades certificadoras ou parte terceira, idônea e reconhecida, que garantam que o contratado pratica metodologias e utiliza produtos adequados que asseguram a aparência e durabilidade dos revestimentos, saúde das pessoas e qualidade do ar interno.

Em nível internacional a milliCare detém diversas certificações das mais importantes entidades mundiais do segmento têxtil. No Brasil, oferecemos as seguintes certificações que podem ser facilmente comprovadas nos sites das entidades certificadoras e da autoridade sanitária.

1. Selo de Aprovação do CRI – Carpet and Rug Institute.

O selo de aprovação do Carpet and Rug Institute prova que enviamos nossos produtos e equipamentos para o laboratório de testes, indicado pela entidade, para análise e aprovação de conformidade. Portanto, nosso método patenteado de limpeza a seco foi testado quanto a todos os aspectos da operação, desde a remoção de sujeira, até a integridade dos revestimentos e umidade residual. Quando você vê – e comprova – o Selo de Aprovação do CRI, sabe que não está “sendo cobaia”.

2. Produtos certificados pelo Selo Verde.

A Certificação do Selo Verde em um produto de limpeza indica seu reduzido impacto na saúde, segurança e meio ambiente. A certificação do Selo Verde envolve o cumprimento das diretrizes de sustentabilidade em mais de 20 categorias de segurança humana e ecológica. Você terá a certeza de que todos os produtos do Green Seal milliCare foram verificados quanto à toxicidade, irritação da pele, combustibilidade e possíveis cancerígenos.

3. Certificação LEED

A Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), é uma certificação para construções sustentáveis, concebida e concedida pela organização não governamental, United States Green Building Council (USGBC), com o objetivo de promover e estimular práticas de construções sustentáveis.

A milliCare é parceira LEED e seu sistema pode contribuir, particularmente, para a pontuação da certificação LEED para Operação e Manutenção de Edifícios Existentes (LEED-EBOM), a única focada em edifícios já em operação. Ao modernizar padrões para edifícios existentes, com procedimentos e planos de manutenção sustentáveis, sua empresa pode se credenciar a diversos tipos de incentivos que premiam iniciativas ecológicas.

4. Produtos registrados na ANVISA

Mesmo com as certificações internacionais, todos os produtos utilizados pela milliCare, no Brasil, são registrados na Agência nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA – que avaliza as informações dos rótulos e são facilmente comprováveis no site do Governo Federal.

Saiba mais sobre as certificações que a milliCare Brasil oferece acessando https://bit.ly/2ISMRcK

Fica, então, a mensagem. Carpetes são um ativo valioso que precisa ser preservado em favor da saúde das pessoas, produtividade e do caixa das empresas. Mantê-los corretamente é responsabilidade dos gestores que devem tratá-los como um item diferenciado dentro dos serviços de limpeza e manutenção dos empreendimentos aos seus cuidados, o que implica a contratação de empresas especializadas e habilitadas para o trabalho. Esta habilitação só pode ser comprovada mediante certificações idôneas.

Voltando ao início dessa conversa: você não iria ao um médico que não fosse diplomado e com experiência comprovada. A analogia é exatamente a mesma.

Converse conosco para saber mais sobre certificações e como podemos ajudá-lo a manter os revestimentos têxteis do seu espaço. Queremos ser seu parceiro em manutenção de têxteis e não apenas seu prestador de serviço.

 

 

Fonte:Millicare

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Esclarecimento Técnico COVID-19

Com objetivo de informar e esclarecer sobre o uso do sistema de climatização em edificações comerciais e industriais, no período de retorno as atividades durante a pandemia da COVID-19, a Conforlab fez uma nota de esclarecimento, escrita por Leonardo Cozac, para seus clientes e parceiros que foi publicada na revista “Manutenção Predial”.

 

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Nova norma da ABNT: Escolha laboratórios acreditados pelo programa ELITE do CDC

Nesta semana a ABNT publicou a NBR 16824:2020 – Sistemas de distribuição de água em edificações – Prevenção de Legionelose – Princípios gerais e orientações recomendando que Os laboratórios escolhidos para o processamento de amostras de água para Legionella devem ser acreditados conforme a ABNT NBR ISO 17025 e devem ser membros do programa ELITE, junto ao Centro de Prevenção e Controle de Doença dos EUA, especificamente para o ensaio de proficiência de Legionella”

A Conforlab possui a certificação ELITE do CDC desde 2012, possuindo ainda a acreditação INMETRO e REBLAS/ ANVISA. Confira as nossas certificações.

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No dia 08 de junho a ABRAVA promoveu uma live sobre o uso da norma e responsabilidades na visão dos especialistas participantes, entre eles Leonardo Cozac, o CEO da Conforlab, que também debateram sobre orientações e princípios gerais de sistemas de distribuição de água em edificações e prevenção de legionelose:

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Decreto define protocolos para retorno das atividades em Belo Horizonte: Cuidados com os equipamentos de Ar Condicionado

Em meio a pandemia do COVID-19, foi publicado no Diário Oficial do Município de Belo Horizonte a PORTARIA SMSA/SUS-BH Nº 0194/2020 que entre outras ações, prevê cuidados que estabelecimentos comerciais e empresas devem ter com seus equipamentos de ar condicionado e ambientes climatizados.

Entre os diversos pontos tratados, a portaria chama atenção para análises semanais do ar ambiental interno, para monitorar e controlar diversos fatores que podem contribuir com a sua baixa qualidade e gerar agravos à saúde e bem-estar dos ocupantes de ambientes internos climatizados como a disseminação de fungos e outros patógenos. A RE 09 da ANVISA prevê análises semestrais do ar da qualidade do ar interno, mas devido a pandemia o decreto municipal define a rotina de amostragem SEMANAL.

Confira abaixo os pontos relevantes do Decreto n° 17.361 e Portaria SMSA/SUS-BH nº 0194/2020, que tratam da qualidade do ar interior.

O decreto completo pode ser lido aqui.

 

Cuidados com os equipamentos de ar condicionado

  1. A manutenção de instalações e equipamentos de sistemas de climatização de ambiente deve observar o disposto na Lei Federal nº 13.589, de 4 de janeiro de 2018.
  2. Antes de ligar o sistema, realizar a troca imediata de todos os filtros, optando, preferencialmente, por filtros de maior eficiência de filtragem;
  3. Realizar a limpeza geral dos dutos;
  4. Após as etapas 2 e 3, deixar o sistema operando por pelo menos vinte e quatro horas, promovendo maior renovação do ar, deixando janelas e portas abertas, quando possível;
  5. Após a troca dos filtros, realizar medições instantâneas de dióxido de carbono, temperatura, velocidade do ar e de umidade, ao menos uma vez por semana, durante dois meses, anotando em planilha de controle;
  6. Após este período, medições semestrais;
  7. Realizar pesquisa, monitoramento e controle ambiental da possível colonização, multiplicação e disseminação de fungos em ar ambiental interior, ao menos uma vez por semana, durante dois meses, anotando em planilha de controle;
  8. Realizar pesquisa, monitoramento e controle de aerodispersóides totais em ambientes interiores climatizados ao menos uma vez por semana, durante dois meses, anotando em planilha de controle;
  9. Após esse período, medições semestrais;
  10. As empresas com mais de cinquenta empregados deverão informar a vigilância sanitária municipal sobre a presença de ar condicionado;
  11. As empresas onde haja a circulação de mais de duzentas pessoas por dia deverão informar a vigilância sanitária municipal sobre a presença de ar condicionado;

 

Cuide do seu ambiente interno e da saúde de quem está nele

Conforme decreto, é imprescindível fazer o controle e monitorar diversos aspectos do ar interno de ambientes que possuem ar condicionado.

Em um momento tão delicado, e conforme Deliberação Normativa COPMA N. 216 de 27/10/17, exija que o laboratório escolhido seja acreditado no INMETRO e REBLAS/ANVISA, além de possuir atestados de capacitação técnica comprovados e registrados nos órgãos competentes de classe – CRBIO/CRQ/CREA e outros pertinentes.

Isso vai garantir que o laboratório segue rigorosos protocolos e procedimentos para fornecer resultados mais confiáveis e seguros.

A CONFORLAB E ALLEGRA TECNOLOGIA, uniram esforços para atender sua demanda na luta contra a pandemia COVID-19 e oferece em toda Belo Horizonte e região metropolitana os serviços de:

  • Monitoramento Online da qualidade do Ar Interno: Fique sabendo em tempo real como está a composição química, física, umidade, temperatura, velocidade e demais condições de conforto do ar interno no seu ambiente. – Clique e saiba mais
  • Limpeza robotizada de Dutos, higienização e descontaminação de equipamentos de ar condicionado, ventilação, climatizadores e similares. – Clique e saiba mais
  • Desinfecção de ambientes internos, externos e superfícies fixas em geral através de tecnologia de atomização a frio de produtos químicos desinfetantes devidamente homologados e recomendados pela ANVISA – Clique e saiba mais
  • Análise microbiolódica de vírus, fungos, bactérias e demais contaminantes presentes em Superfícies de contato, entre outros. – Clique e saiba mais
  • Pesquisa, avaliação e análise de bactéria legionella, capaz de ocasionar doenças como pneumonia de alta gravidade, presentes em locais onde há água em aerossol, como torres de resfriamento, chuveiros, fontes, etc. – Clique e saiba mais.

A Conforlab é laboratório líder em análises de qualidade do ar no Brasil e acreditada pelo programa INMETRO, REBLAS/ANVISA, ELITE do CDC/EUA e ACAC.

A Allegra Tecnologia é uma empresa especializada em tratamento da Qualidade do Ar em todas as etapas do processo de climatização e oferece soluções em inspeção, coleta para análise do ar, limpeza de dutos de ar condicionado, higienização de equipamentos e descontaminação ambiental, entre outros.

 

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Contatos:

Conforlab Engenharia Ambiental

Telefone e WhatsApp: (11) 5094-6280

E-mail: contato@conforlab.com.br

 

Allegra Tecnologia:

Telefone: (31) 3021-1144

Celular e WhatsApp: (31) 9966-2948

E-mail: atendimento@allegratecnologia.com.br

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Novo estudo indica que ar-condicionado pode espalhar coronavírus

O estudo foi feito por pesquisadores da China, mas ainda carece de revisão da comunidade científica. Divulgação preliminar é em caráter informativo

 

Na cidade de Guangzhou, na China, um estudo aponta que um ar-condicionado pode ter sido responsável por transmitir coronavírus para alguns indivíduos que jantavam em um restaurante local. O estudo, feito por pesquisadores do país, aponta que nove pessoas que estavam presentes no restaurante, que não possui janelas, no mesmo dia foram diagnosticadas com covid-19, sendo quatro da mesma família.

Os indivíduos foram contaminados no dia 24 de janeiro e, após apresentarem alguns sintomas, foram ao hospital. O diagnóstico positivo chegou em 5 de fevereiro, e os pesquisadores acreditam que o surto isolado está conectado ao fluxo de ar do restaurante, que foi responsável por espalhar gotículas respiratórias pelo restaurante sem ventilação.

Realizada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Guangzhou, a pesquisa será oficialmente lançada em julho e ainda carece de revisões feitas por especialistas da comunidade científica. No entanto, a pesquisa foi divulgada com antecedência devido ao seu caráter informativo no contexto da pandemia do novo coronavírus.

O estudo traz um desenho que segue o possível caminho feito pelo vírus, com a mesa dos indivíduos contaminados identificadas pelas letras A, B e C. Confira, abaixo, a planta do lugar com as referências:

 

 

(CDC/Reprodução)

Como representado acima, é possível ver que os infectados estavam no caminho que o fluxo de ar percorreu. O paciente indicado por A1 já estava com sintomas prévios, o que pode ter intensificado a taxa de contaminação. Em nota, os pesquisadores afirmaram que a direção do ar foi a peça chave: “Concluímos que, nesse surto, a transmissão de gotículas foi motivada pela ventilação com ar condicionado. O fator chave para a infecção foi a direção do fluxo de ar”, escrevem os pesquisadores.

A própria pesquisa reconhece suas limitações e informa que o espalhamento do vírus pelo ar-condicionado é apenas uma das possibilidades. É preciso coletar mais evidências científicas e levar em conta outros cenários, como a possibilidade de infecção ter sido gradual, infectando um membro de cada família por vez, considerando que os pacientes estavam sentados em mesas vizinhas.

Especialistas já sabem, no entanto, que a circulação de ar em ambientes fechados espalha patógenos no ar, o que pode ter sido um fator agravante da transmissão do vírus. Em uma futura etapa, a conclusão da pesquisa, prevista para sair no mês de julho, deve apontar quais dos cenários foi o mais aceito pela comunidade científica.

 

FONTE: EXAME

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Dispositivo monitora ar e ajuda a prevenir coronavírus em ambientes fechados

Empresa incubada na USP usará tecnologia para coletar amostras de ar em hospitais e identificar a presença de vírus

 

Dispositivo com tecnologia SPIRI, do tamanho de uma carteira, monitora parâmetros básicos de qualidade do ar, como temperatura e umidade relativa, e também os mais avançados, entre eles as concentrações de dióxido de carbono (CO2), compostos orgânicos voláteis (COVs) e material particulado (MP), seja partículas finas ou grossas

 

Um dispositivo automático para monitorar a qualidade do ar em ambientes internos pode se tornar um aliado importante no combate à transmissão da COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus. O equipamento com a tecnologia SPIRI fornece informações sobre temperatura, umidade do ar e presença de partículas em suspensão no ar, nas quais o vírus pode estar presente.

O produto já está disponível no mercado e os criadores iniciarão um trabalho de coleta de amostras de ar em hospitais para verificar a presença do vírus da enfermidade, com um dispositivo adicional adaptado para auxiliar no combate à pandemia. O dispositivo é fabricado pela Omni-Electronica, uma startup incubada no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), instituição vinculada à Universidade de São Paulo (USP) e ao Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).

O dispositivo faz o monitoramento da qualidade do ar em tempo real, salienta o engenheiro Arthur Aikawa, CEO da Omni-Electronica. “Ele permite uma visibilidade e uma indicação que aquele ambiente é mais ou menos propício à contaminação cruzada e todos os outros malefícios que a má qualidade do ar tem nas pessoas que ocupam esses espaços”, conta o pesquisador ao Jornal da USP.

“Manter ambientes bem ventilados, com qualidade ao ar adequada, é essencial para poder retomar nossas atividades o quanto antes, sem correr o risco de que o sistema de saúde seja extremamente sobrecarregado por um número excessivo de pessoas contaminadas simultaneamente”, enfatiza.

Partículas

Segundo Arthur Aikawa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) admite que o vírus pode ser transmitido por meio de partículas em suspensão no ar. “Quando uma pessoa tosse, ela não vai gerar apenas aerossóis, partículas grandes, da ordem de 10 micrômetros, que vão cair numa distância de aproximadamente 1,5 metro”, explica.

“Existem também os bioaerossóis, partículas entre 2 e 5 micrômetros de diâmetro, que devido ao tamanho e massa reduzida conseguem ficar em suspensão no ar em ambientes internos por até três horas”, diz.

Nas últimas semanas, embora a OMS não possua evidências científicas suficientes da transmissão do vírus por aerossóis e bioaerossóis, órgãos como a Sociedade Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionado (ASHRAE) e a Federação das Associações Europeias de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (REHVA) descrevem em notas de orientações nas últimas semanas que esse mecanismo de transmissão não deve ser ignorado, diz o engenheiro ao Jornal da USP.

“A COVID-19 é uma doença muito recente, os estudos e experimentos estão sendo produzidos agora, e aos poucos novas evidências vão surgindo”, observa. Um estudo internacional que avaliou a estabilidade do vírus em superfícies, também estudou o vírus em bioaerossóis e constatou que o vírus permanecia ativo nessas microgotículas por até três horas, aponta Aikawa.

“É extremamente importante que os ambientes estejam bem ventilados e com uma baixa concentração de particulados suspensos, como os bioaerossóis”, ressalta. “O monitoramento permite avaliar constantemente se a temperatura e a umidade do ar estão adequadas, para reduzir a probabilidade do vírus se propagar, e também se a ventilação está adequada”, afirma.

Qualidade do ar

O dispositivo é multissensorial, capaz de avaliar vários parâmetros do ambiente em que se insere. “O equipamento monitora parâmetros básicos de qualidade do ar, como temperatura e umidade relativa, e também os mais avançados, entre eles as concentrações de dióxido de carbono (CO2), compostos orgânicos voláteis (COVs) e material particulado (MP), seja partículas finas ou grossas”, descreve o engenheiro.

“Todos esses parâmetros, que fazem parte da Resolução RE-09 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre qualidade do ar em ambientes internos no Brasil, são informados uma vez a cada dois ou três minutos para o usuário”, diz.

Segundo Aikawa, com uma série de dispositivos instalados em edifícios, é possível fazer um raio X da qualidade do ar em todos os seus ambientes. “Em hospitais, o dispositivo atende também à questão de prevenir a contaminação de alas e quadros de infecção hospitalar que podem ser causados por reformas em suas dependências”, salienta.

“Tem que haver um equilíbrio dos parâmetros da qualidade do ar para que você possa diminuir a chance de contaminação de pessoas que geralmente estão com um quadro de saúde mais debilitado”, pontua.

A verificação da qualidade do ar possibilita tomar as providências necessárias em caso de anomalias, observa o engenheiro. “Isso se faz pelo monitoramento do dióxido de carbono e outros compostos voláteis”, diz. Por meio da ventilação, o ar interno é renovado e filtrado, sendo diluído com o ar externo, o que diminui a concentração de partículas e torna a carga viral muito menor.

“Em ambientes internos, mesmo a uma distância de dez metros, se aquele ambiente não estiver bem ventilado e as pessoas ficarem ali por várias horas, elas podem se contaminar. Existe uma possibilidade de que elas se contaminem por bioaerossóis”, ressalta.

Apoio

A empresa, fundada em 2016 por um grupo de engenheiros da pós-graduação da Escola Politécnica (Poli) da USP, começou a desenvolver a tecnologia SPIRI em janeiro de 2017, com financiamento do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A comercialização foi iniciada no ano passado.

“Hoje, o dispositivo está instalado em aeroportos, escritórios e indústrias alimentícias, onde já é utilizado para avaliar e fazer a gestão da qualidade do ar”, relata Aikawa. “Ele vai se tornar cada vez mais importante quando surgem situações de pandemia, em que um cuidado extra deve ser tomado para diminuir a probabilidade de contaminação de uma pessoa para outra”, explica.

Além de o dispositivo já estar disponível no mercado, Aikawa relata que a empresa iniciou há dez dias um trabalho de replicação de pesquisas internacionais para coleta de microgotículas e avaliação da presença do vírus. “Estamos em contato com alguns hospitais para fazer a amostragem do ar e a coleta dessas amostras. A ideia é incluir um serviço de amostragem para avaliar se o vírus estava presente ou não em microgotículas suspensas naquele ambiente”, destaca.

“Isso vai ser extremamente necessário porque não vai ser possível retomar da noite para o dia tudo como era antes e vamos precisar de ferramentas para gerenciar essa retomada”, finaliza.

 

FONTE: SÃO PAULO

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