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20 perguntas e respostas sobre reabertura de escolas durante a COVID-19


 
O retorno às aulas presenciais em escolas e instituições de ensino durante a COVID-19 tem causado muitas dúvidas para os gestores escolares, professores e também para os pais. O assunto está sendo debatido por diversos especialistas, estudiosos e autoridades competentes.

O foco das discussões está centrado em implantar ações para preservar o bem-estar e saúde de ocupantes de ambientes internos. Essas iniciativas precisam ser uma prioridade para os gestores de edifícios, que devem sempre manter em pauta a gestão da qualidade do ambiente interno, pois estes, impactam diretamente na vida das pessoas que estão lá inseridas.

Neste artigo, nós trazemos 20 perguntas e respostas sobre a reabertura de escolas durante a COVID-19, que é um texto traduzido e adaptado ao Brasil pela Conforlab Engenharia Ambiental da Schools for Health. O original pode ser lido neste link.

Nós também preparamos o Guia Prático e Checklist: Como minimizar os riscos à saúde em ambientes internos para a volta as aulas, um documento que traz ações que minimizam os riscos ocasionados por vírus, fungos, bactérias e outros agentes contaminantes em ambientes internos:

 



20 perguntas e respostas sobre a reabertura de escolas durante a COVID-19

A melhor forma de reabrir as escolas de modo seguro é fazê-lo quando a propagação comunitária do vírus estiver baixa. Colaboradores de vários departamentos da universidade de Harvard, inclusive especialistas em educação, saúde pública, medicina e ética, criaram um documento de orientação para as escolas e respectivas regiões que classifica os níveis de risco por cores com base no número de casos em uma determinada área ou zona. Para cada cor de classificação de nível de risco (Vermelho, Laranja, Amarelo e Verde) foram estabelecidas diretrizes quanto à reabertura ou não das escolas e, em caso afirmativo, quais faixas etárias devem ser priorizadas. Consulte a situação de sua região.

As pesquisas demonstram que o uso de máscaras, mesmo as caseiras, reduz significativamente o risco de transmissão da COVID-19. Como a transmissão pode ocorrer mesmo quando as pessoas estejam fisicamente distantes umas das outras, o uso de máscaras deve ser obrigatório para todas as pessoas que estejam dentro da escola – alunos, professores, funcionários e pais. As máscaras também devem ser obrigatórias dentro dos ônibus escolares. As escolas devem traçar estratégias para impor o uso de máscaras dentro do recinto escolar e dos ônibus.

Para lidar com o cansaço causado pelo uso prolongado da máscara, “intervalos de uso” deverão ser previstos durante os períodos em que o risco de transmissão seja relativamente baixo, tais como durante o tempo de leitura silenciosa ou do intervalo ao ar livre. Entretanto, nos momentos em que professores ou alunos estejam conversando e quando os alunos estejam em contato com pessoas fora de suas salas de aula (por exemplo, nos corredores), máscaras devem ser usadas. Algumas escolas poderão dispensar os alunos da pré-escola e do ensino infantil do uso de máscaras, visto que eles podem achar seu uso mais difícil. Nesses casos, cuidados extras devem ser tomados para adoção de outras estratégias de controle, como aumentar a taxa de ventilação, melhorar a filtração do ar e manter o distanciamento do grupo para minimizar seu contato com outras classes e alunos da escola.

Procedimentos adequados de higiene e limpeza das máscaras são importantes para seu uso eficaz. As escolas devem seguir as diretrizes dos órgãos responsáveis pelo controle e prevenção de doenças no país e ensinar os alunos e famílias como realizar os cuidados necessários com as máscaras (por exemplo, limpeza). Caso haja preocupação quanto à possibilidade de obtenção de máscaras pelos pais, alunos ou professores, as escolas deverão disponibilizá-las para todos.

Lavar as mãos é uma maneira fácil e eficaz de reduzir a transmissão. Todos os alunos e funcionários devem receber treinamento quanto aos procedimentos adequados de lavagem e higienização das mãos, e sinalização deve ser colocada junto às pias para reforçar a técnica e duração apropriadas da lavagem das mãos. As mãos devem ser lavadas com água e sabão por 20 a 30 segundos ao chegar, e antes e depois de encostar em superfícies compartilhadas, comer e tocar no rosto, do intervalo, da educação física e da transição entre as aulas. Apesar de a lavagem das mãos com água e sabão ser o melhor método, usar desinfetante que contenha pelo menos 60% de álcool é uma alternativa eficaz quando a lavagem das mãos não for possível. Estações portáteis de desinfetantes ou de lavagem de mãos devem ser disponibilizadas por toda a escola. Outras estratégias que as escolas podem implementar incluem a instalação de infraestruturas sem contato (como pias sem contato).

O distanciamento físico ajuda a reduzir o risco de infecção pelas gotículas maiores transmitidas entre as pessoas (por exemplo, pelo espirro ou pela tosse), e é especialmente eficaz quando combinado com o uso de máscara. A meta é de 1,5 m quando possível, mas note-se que a Academia Americana de Pediatria, ao orientar sobre a abertura das escolas, salientou que há evidências de que 1 m já seja suficiente, especialmente quando combinado com o uso de máscara. Também levou-se em consideração a menor probabilidade de infecção e transmissão do vírus pelas crianças. Além disso, a estrita adesão ao distanciamento de 1,5 m pode trazer limitações ao ensino pessoal, e deve ser sopesada com os prejuízos advindos da permanência das crianças em casa.

As escolas devem garantir que o distanciamento físico máximo seja mantido sempre que possível – inclusive nas salas de aula, nos banheiros e corredores, bem como nos ônibus escolares (leia mais informações sobre os ônibus na Questão 12, e sobre intervalo de recreio e educação física nas Questões 19 e 20)

Como o espaço pode ser limitado, algumas escolas devem retirar os móveis em excesso das salas de aula e/ou modificar sua política de frequência para reduzir o número de alunos em um determinado período (por exemplo, metade dos alunos comparece às aulas dia sim, dia não), a fim de que se assegure a aplicação das regras de distanciamento físico. Além disso, as escolas poderão agrupar os alunos por sala, ou em grupos menores (às vezes chamados de “companheiros”), e permitir que os alunos desses grupos fiquem mais próximos uns aos outros do que 1,5 m. Apesar de não ser tão eficaz quanto o distanciamento físico completo, esta alternativa deve ser ponderada frente aos prejuízo causado pela manutenção das crianças fora da escola. Tais agrupamentos podem reduzir os riscos de um grande surto caso um aluno fique doente por diminuir o número de colegas com os quais possa ter tido contato próximo.

Pequenas partículas que contenham COVID-19 podem flutuar no ar, podendo infectar alguém que nunca tenha tido contato próximo com uma pessoa infectada.

Trazer mais ar fresco para dentro da sala/ambiente pode diluir partículas que contenham vírus e reduzir o risco de que alguém respire uma quantidade suficiente de vírus para se infectar. As escolas podem recorrer à ventilação mecânica ou natural para trazer ar fresco ao ambiente escolar.

Os sistemas de “ventilação mecânica” forçam a entrada de ar externo nos edifícios e o distribuem por todos os ambientes. Existem padrões estabelecidos para a quantidade de ar fresco que entra no ambiente que as escolas devem atender, ou ultrapassar (No Brasil definido pela Resolução 09 de 16/01/2003 da ANVISA). Todo ar re-circulado deve passar por um filtro de boa eficiência (veja a Questão 6). As escolas devem considerar ainda manter o sistema de ventilação em funcionamento mesmo fora do horário normal da escola (por exemplo, quando a equipe de limpeza estiver trabalhando, durante as atividades extracurriculares, na entrada e na saída).

Caso a escola conte com “ventilação natural”, a quantidade de ar externo trazido para dentro pode ser aumentada abrindo-se as janelas das salas de aula, ou com o auxílio de outros mecanismos (por exemplo, ventiladores de teto). Ventiladores de janelas ou de caixa posicionados em janelas abertas para soprar ar fresco externo para dentro da sala de aula por uma janela, bem como dispersar o ar que circula internamente para fora por outra janela, podem ajudar a manter e aumentar a circulação de ar fresco na sala de aula.

Os sistemas de ventilação nem sempre funcionam como planejado, por isso as escolas devem assegurar um especialista para verificar os sistemas e garantir que estejam funcionando corretamente, devendo ainda monitorar as taxas de ventilação e qualidade do ar por toda a escola. No Brasil, há Resolução 09 da ANVISA define os procedimentos e parâmetros de verificação da qualidade do ar de ambientes climatizados.

Observe que as estratégias de controle trazidas nas Questões 5, 6 e 7 são eficazes no controle das partículas de vírus no ar e recomendadas como prioritárias. É possível que algumas escolas não possam contar apenas com o aumento da ventilação ou filtração. Existe um grande número de tecnologias não comprovadas ou menos comprovadas no mercado. Consulte sempre um especialista antes de instalação de sistemas alternativos.

Os sistemas de ventilação mecânica podem usar um filtro para remover pequenas partículas respiratórias que contenham vírus do ar que é recirculado pelo edifício, mas alguns filtros funcionam melhor que os outros. Os filtros são classificados pelo sistema de classificação “MERV” (pela própria ASHRAE, que publica os padrões de ventilação) ou Finos e Grossos (Classificação da ABNT) que indica a porcentagem e tamanhos de partículas que os filtros conseguem remover do ar que passa por eles. As escolas devem considerar a substituição dos filtros por aqueles com classificação MERV 13, F7 ou superior, uma vez que os filtros com essa classificação são capazes de reduzir a concentração de partículas com vírus no ar que passa por eles. No entanto, alguns sistemas não suportam esse tipo de filtro. Nesse caso, outras abordagens podem ser úteis (por exemplo, consulte a questão 7 acerca de purificadores de ar portáteis). Os filtros devem ser verificados regularmente para garantir que haja um ajuste correto (que estejam devidamente vedados para que não haja vazamento de ar por outras aberturas além do próprio filtro) e fluxo de ar adequado através do filtro.

Purificadores de ar portáteis com filtros de ar particulado de alta eficiência (HEPA – high-efficiency particulate air) podem ser úteis para reduzir a exposição a vírus emitidos por pessoas infectadas. No entanto, os aparelhos devem ter o tamanho adequado para a sala e seu posicionamento deve ser cuidadosamente considerado. Para uma sala de aula normal, uma métrica útil é a “Taxa de fornecimento de ar limpo” da unidade, ou CADR (sigla em inglês), que deve ter cerca de 3 metros cúbicos de ar limpo por minuto (cfm) por 23 metros quadrados. (O CADR pode ser medido de maneiras diferentes, então procure o CADR para ‘partículas de fumaça’, em vez de poeira ou pólen, porque as partículas de fumaça são menores).

Deve-se tomar muito cuidado ao realizar a substituição dos filtros em purificadores de ar portáteis, pois vírus ativos podem estar presentes no filtro. Os filtros devem ser trocados durante o recesso por alguém que esteja usando óculos de proteção, máscara e luvas. O filtro deve ser retirado com cuidado e colocado em um saco de lixo grande de amarrar, para descarte imediato.

Barreiras de proteção de acrílico ajudam a prevenir a propagação do vírus presente em gotículas grandes, como as geradas quando alguém tosse ou espirra. Essas barreiras podem ser especialmente úteis quando é difícil manter o distanciamento físico e em áreas onde há interações repetidas e regulares, tais como as mesas da recepção e o caixa da lanchonete. Algumas escolas podem considerar a instalação de barreiras de acrílico entre as carteiras dos alunos, ou entre o professor e a classe. Mesmo que sejam usadas as barreiras de acrílico, o ideal é que se exija o uso de máscara por todos.

Os horários de entrada e saída, e de transição entre aulas podem ser momentos de maior risco devido ao grande número de pessoas em potencial que estarão em contato próximo nos portões de entrada e saída, e nos corredores. As escolas podem considerar o escalonamento dos horários de entrada e saída para que as crianças de diferentes salas não entrem ou saiam da escola ao mesmo tempo. Até mesmo uma diferença de 5 a 10 minutos para cada turma ou série poderia reduzir significativamente o número de alunos nos corredores em direção aos portões de saída. Alunos e funcionários devem ser instruídos a não permanecerem na áreas de entrada e saída, ou nos corredores, mas caso haja necessidade de esperar, as filas devem ser demarcadas de forma clara para garantir o distanciamento físico. Em corredores e escadas pequenos, caminhos demarcados no chão podem indicar a direção a ser usada, quando possível. Além disso, podem ser usadas portas diferentes para turmas ou séries diferentes, a fim de minimizar aglomerações e reduzir o número de pessoas que encostam em cada porta.

Para que se mantenha o distanciamento físico sem reduzir demais o número de alunos dentro da escola num mesmo momento, as escolas podem promover o ensino em espaços que não são normalmente usados como salas de aula (por exemplo, lanchonetes, ginásios, auditórios). As escolas podem ainda realizar aulas ao ar livre, o que ajudaria a reduzir a propagação do vírus dada a diluição das partículas no ar e a possibilidade de manutenção do distanciamento físico. No outono, alunos e professores podem se agasalhar para que se mantenha a realização das aulas ao ar livre. Em caso de uso de tendas, estas não devem ter paredes, ou devem ter paredes com telas para permitir a ventilação suficiente.

As refeições podem ser feitas nas salas de aula, no lugar da lanchonete. As refeições fornecidas pela escola devem ser pré-embaladas e levadas às salas de aula para evitar aglomerações na lanchonete. As refeições podem também ser feitas ao ar livre, caso o tempo permita. Sendo necessário o uso da lanchonete, os alunos deverão manter o distanciamento físico, ou ser separados uns dos outros por barreiras de proteção de acrílico para reduzir a transmissão durante o período em que as máscaras sejam removidas. Vale reforçar, algumas escolas podem permitir que alunos da mesma classe ou grupo sentem juntos, mas deverão manter a distância entre classes ou grupos.

A COVID-19 pode ser transmitida quando alguém toca em uma superfície que tenha sido infectada (por exemplo, tosse ou espirro no objeto, ou na mão antes de tocar no objeto) e depois toca nos olhos, no nariz ou na boca antes de lavar as mãos. A isso dá-se o nome de transmissão por fômites. As escolas devem considerar a aquisição de material adicional (por exemplo, lápis de cor, calculadoras, bolas e brinquedos) para reduzir o número de objetos compartilhados. A limpeza frequente, principalmente das superfícies muito tocadas, pode ajudar a prevenir esse tipo de transmissão, mas as escolas devem usar os produtos aprovados pela Anvisa (a norma que regulamenta o tema é a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 347/2020). Produtos de limpeza podem poluir o ar, por isso a limpeza profunda deve ser feita fora do horário normal das aulas e cuidados como abrir as janelas ou manter altas taxas de ventilação devem ser tomados para a proteção dos funcionários e alunos.

O uso de máscaras deve ser obrigatório dentro dos ônibus, todas as janelas devem permanecer abertas e políticas de limpeza frequente devem ser implementadas. As escolas devem ainda considerar o incentivo a meios alternativos e seguros de transporte (tais como caminhada ou ciclismo) para reduzir a dependência dos ônibus escolares. Esforços devem ser feitos para reduzir o número de alunos por ônibus a fim de que se garanta o distanciamento físico (talvez isso não seja possível devido a aumento no número de ônibus que se faria necessário). Quando isso não for possível, barreiras de acrílico entre os alunos e ao redor do motorista podem ser úteis.

Embora a comunidade escolar deva compartilhar a responsabilidade pela segurança, uma pessoa ou equipe deverá ser nomeada para liderar a resposta à COVID-19. Essa pessoa deve ter um plano que assegure que as informações sejam compartilhadas de forma rápida e precisa entre a administração escolar, os professores, os pais, alunos e membros da comunidade. Deve ser alguém a quem os pais possam trazer quaisquer dúvidas e preocupações concernentes ao plano da escola.

As escolas devem manter uma comunicação frequente acerca das políticas escolares por diversos meios. Tais comunicações devem ser acessíveis a toda a comunidade escolar, o que pode exigir a tradução para diversos idiomas, cópias físicas das informações ou telefonemas, além da distribuição online, bem como lembretes frequentes sobre as políticas. Além disso, as comunicações devem ser redigidas de forma acessível, de modo que não requeira um nível de leitura avançado para a compreensão das políticas e procedimentos.

As escolas devem elaborar planos claros acerca da política de rastreamento de contatos caso um aluno, professor ou funcionário seja infectado. Será necessário um protocolo de rastreamento de contatos, que pode ser desenvolvido em parceria com ou pelo conselho de saúde local. Há ainda necessidade de um plano de comunicação rápida aos pais, professores e funcionários acerca de contágio na escola. No entanto, as escolas devem respeito às normas de proteção de informações e dados vigentes no país, a fim de proteger a privacidade dos alunos e funcionários. Deverá ser ainda elaborado um protocolo de testagem para encaminhar as pessoas que apresentem sintomas ou que tenham sido expostas aos centros de testagem, conforme as diretrizes locais. A escola deve ter orientações claras que indiquem quando alunos e funcionários devem se submeter à quarentena ou ao isolamento, e quando estarão autorizados a retornar à escola. As escolas devem atualizar frequentemente seus planos conforme o número de casos e hospitalizações se altere nos arredores, e se preparar para novo fechamento se necessário, sem que haja longa interrupção no fornecimento do ensino e de outros serviços essenciais, como refeições e apoio aos alunos.

Para reduzir a transmissão nas escolas, é imprescindível que nenhum estudante, professor ou funcionário venha para a escola quando estiver doente. A instrução sobre os protocolos e sintomas da COVID-19 deve ser realizada por canais variados para assegurar que todos tenham acesso à informação (por exemplo, cartazes, folhetos, cartas, reuniões virtuais). Pode-se pedir diariamente aos pais que confirmem antes da entrada na escola que seu filho não está doente, e aos professores que reportem seus próprios sintomas. Os adultos da escola devem ser treinados para reconhecer os sintomas da COVID-19, e as escolas devem elaborar um plano para isolar as pessoas que os apresentem. Além disso, as escolas podem implementar a verificação de temperatura e quaisquer outras medidas (por exemplo, testar a capacidade de sentir cheiro) para identificação de casos em potencial. A política da escola quanto aos requisitos de frequência poderá ser alterada para retratar a gravidade da COVID-19.

Algumas pessoas podem ter que ficar em casa temporariamente em quarentena ou a longo prazo pelo alto risco de complicações em caso de infecção. As escolas devem implementar planos de apoio aos alunos, professores e funcionários que estejam estudando ou trabalhando de casa. Esse apoio pode incluir fornecimento de tecnologia, refeições e outros serviços de suporte normalmente disponíveis na escola.

As escolas podem implementar outras políticas para reduzir o risco. Por exemplo, visitantes não essenciais podem ser restritos para reduzir o risco de entrada de uma pessoa infectada no recinto escolar. As reuniões entre pais e professores, e as administrativas devem ser realizadas virtualmente. Pode haver necessidade de contratação pelas escolas de funcionários adicionais para a adaptação aos novos regimes de supervisão e limpeza, e para o ensino dos alunos em turmas menores.

Atividades como cantar, tocar um instrumento de sopro, gritar, ou respirar ofegantemente aumentam a emissão de partículas pelo sistema respiratório e portanto, aumentam o risco de transmissão. Transferir essas atividades para o ambiente externo, reduzir o tamanho dos grupos, manter o distanciamento físico entre os alunos e limpar frequentemente os ambientes são importantes estratégias de redução de risco. Atividades especialmente arriscadas devem ser realizadas online ou substituídas por alternativas mais seguras.

Estratégias devem ser implementadas para permitir acesso total dos alunos ao pátio e brinquedos do parquinho sem que haja redução no tempo do intervalo. Recomenda-se que os intervalos sejam escalonados para que os alunos de turmas diferentes continuem separados, mas com pleno acesso ao pátio durante o intervalo. As escolas podem escolher entre permitir que alunos da mesma classe brinquem juntos, ou promover o distanciamento físico (por exemplo, promover brincadeiras individuais ou jogos que não exijam proximidade física). As escolas podem aumentar a quantidade de equipamentos portáteis (como bolas, bambolês, etc) ou permitir que os alunos peguem alguns equipamentos emprestados para limitar seu compartilhamento. Embora o contato direto com equipamentos fixos (tais como trepa-trepa, balanços ou escorregadores) não seja uma importante rota de transmissão, devido à inativação do vírus pela luz solar, o aumento da supervisão, a lavagem das mãos antes e depois do intervalo, e a limpeza frequente dos equipamentos compartilhados são estratégias que reduzem o risco geral durante os intervalos para recreio.

Estar em contato próximo, respirar ofegantemente e compartilhar equipamentos aumentam o risco de transmissão de COVID-19, mas pode haver meios seguros de participar da prática esportiva. Esportes internos são mais arriscados que os externos, por isso precauções extras devem ser adotadas na prática de esportes internos, ou os jogos e atividades devem ser transferidos para a área externa sempre que possível. Os professores e técnicos devem permanecer sempre de máscara, e os jogadores devem usá-las quando possível (por exemplo, nos períodos de transição, no banco, etc.). Como sempre, o objetivo é reduzir o contato e manter distanciamento físico seguro entre as pessoas, por isso as aulas podem ser realizadas individualmente ou em grupos pequenos, e abraços, aglomerações e reuniões de equipe devem ser eliminados. Os campeonatos podem ser reduzidos, ou limitados aos times locais. O acúmulo de partículas carregadas de vírus decorrentes dos gritos deve ser reduzido pela instrução aos técnicos e restrição à torcida e espectadores.
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INFRA FM Talks | Leonardo Cozac, Diretor da Conforlab Engenharia Ambiental

Neste INFRA FM Talks vamos falar sobre um dos assuntos mais comentados do momento: “afinal, eu posso fazer uso do sistema de ar condicionado durante a pandemia?”. Quem responde essas e outras questões é o especialista na área, Diretor da Conforlab Engenharia Ambiental e Diretor de Operações e Finanças da ABRAVA, Leonardo Cozac.

 

 

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Como reduzir COVs dentro do seu edifício: Quem são eles e como controlá-los?

Principalmente nessa época de pandemia devido a COVID-19, a qualidade do ar interno é uma preocupação crescente para as empresas. Uma baixa QAI afeta a saúde e bem estar dos ocupantes do edifício. Os compostos orgânicos voláteis – COVs, liberados no ar a partir de fontes internas e externas, contribuem para a redução da QAI. O entendimento do que são os COVs, de onde eles vêm e como reduzi-los ajuda os gerente de operações, facilities managers e administradores prediais e demais interessadas a reduzir os efeitos negativos sobre a saúde dos trabalhadores e dos ocupantes. Vamos discutir a seguir em como reduzir os COVs.

O QUE SÃO COVS?
Os compostos orgânicos voláteis são substâncias químicas que apresentam alta pressão de vapor à temperatura ambiente. Isso significa que eles evaporam rapidamente no ar atmosférico, onde podem ser atraídos para os pulmões através da respiração humana.
Dentro dos ambientes, os COVs são emitidos a partir de tintas, produtos de limpeza, solventes e tinta de impressora, além de carpetes, cortinas e móveis. No exterior, os COV são emitidos a partir de veículos a motor e como resultado da construção civil e industrialização. Os COVs entram através das rachaduras e frestas e se espalham no ar pelos sistemas de climatização. Os níveis de temperatura e umidade podem aumentar a liberação de COV, o que afeta ainda mais a qualidade do ar interno.

EFEITOS NOCIVOS DOS COVS
A presença de níveis elevados de COV pode contribuir para a Síndrome do Edifício Doente – SED. Essa é uma condição na qual a má qualidade do ar interno afeta a saúde dos ocupantes do edifício. Os sintomas do SED incluem sangramentos nasais, tosse, falta de ar, dores de cabeça e fadiga. Esses sintomas diminuem ou desaparecem quando a pessoa sai do edifício.
Normalmente, os níveis de COV aumentam durante o dia em que os prédios de escritórios têm maior ocupação. Isso piora o problema do SBS. Condições insalubres de trabalho levam a redução de produtividade e aumento no absentismo dos funcionários, com grande impacto nos resultados financeiros das empresas. Isso torna o controle dos COVs importantes na prevenção do SED.

 

REDUZINDO COVS
Não é viável, ou mesmo possível, eliminar todas as fontes desses produtos químicos. Mas existem maneiras de reduzir os COVS.

✓ Escolha produtos químicos com baixo ou nenhum COV
Use tintas, produtos de limpeza e solventes com COV baixo ou zero. Armazene agentes de limpeza e outros produtos adequadamente para impedir que as emissões de COV espalhem pelos ambientes internos. Essas duas recomendações são cruciais na redução de COVs em edifícios.

✓ Comprar móveis de segunda mão ou com baixa emissão
Analise a possibilidade da compra de móveis de escritório usados em vez de novos, uma vez que a eliminação de gases de novos móveis ocorre nos primeiros anos de compra. Além de ser uma ação sustentável. Existem no mercado também diversos móveis com baixa emissão de COVS, considere essa possibilidade.

✓ Aumentar a limpeza
Aumente a frequência e eficiência na limpeza de tapetes, cortinas e estofados. Isso tem benefícios na redução de COV, além de impedir a formação e a propagação de mofo por todo o edifício. Consulte seu prestador de serviço de limpeza para discutir estratégias.

✓ Melhore a ventilação
Quanto melhor a ventilação do ambiente , melhor é a dissipação dos COVs no ar, melhorando a QAI. O sistema de climatização nem projetado, instalado e mantido é uma eficaz medida para renovação do ar interno. A instalação de frestas nas portas, a abertura das captações de ar externo e a instalação de sistemas de purificação como fotocatalise e filtros especiais do sistema de climatização, reduzem os níveis de COV. Implantar e manter atualizado o PMOC – Plano de Manutenção Operação e Controle dos sistemas de climatização também é importante.

 

COMO PODEMOS AJUDAR?

✓ Monitorar os níveis de COV
O monitoramento contínuo e em tempo real da qualidade do ar interno ajuda a identificar e gerenciar problemas com os COVs antes que possam afetar a saúde dos ocupantes do edifício. Instalamos sensores em zonas estratégicas em todo o edifício. Obtemos em tempo real dados sobre temperatura e umidade, compostos orgânicos voláteis totais (TVOC) e material particulado. O mais importante é que esses dados coletados são monitorados por profissionais treinados. Isso garante que a QAI atenda a todos os padrões estabelecidos pela ANVISA e ABNT.

 

✓ Realizar uma verificação de integridade do edifício
A Conforlab realiza uma verificação de “saúde” do edifício para avaliar as condições ambientais internas e solucionar qualquer problema de uma baixa QAI. Nosso Plano de Segurança da Qualidade do Ar Interno – PSQAI fornece aos gestores prediais informações para resolver os problemas do QAI rapidamente, com o mínimo de interrupção possível no fluxo de trabalho.

 

Para entrar em contato com a Conforlab com perguntas sobre como reduzir COVs e melhorar a qualidade do ar interno, ligue para (11) 5094-6280 ou envie um e-mail para contato@conforlab.com.br

Como reduzir COVs dentro do seu edifico

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Quantifying the Health Impacts of Indoor Particulate Matter

Understanding the human exposome of the indoor environment will place building professionals in the very center of medical and public health work.

FIGURE 1. Critical components of the built environment exposome include physical, chemical, and microbial exposures from highly interrelated components, such as water, air, and surfaces. Image courtesy of Dai, D. et al. Factors Shaping the Human Exposome in the Built Environment: Opportunities for Engineering Control. Environ. Sci. Technol. 2017, 51, 7759−7774.

Evidence directly tying the indoor environment to states of health or disease continues to emerge. The relationship between indoor air quality (IAQ) and a wide range of disorders such as infections, autoimmune diseases, allergies, and even cancer is becoming increasingly clear.

Why is this connection coming into focus now? Perhaps it’s because computerized health records allow more comprehensive analysis of disease trends, or HVAC monitoring systems preserve records of IAQ patterns in commercial buildings. Another new set of tools that have dramatically expanded our understanding of the effect of the built environment on our health is the rapid gene sequencing techniques known as metagenomics. These tools have revealed large, diverse, and dynamic communities of bacteria, viruses, and fungi living in and on our bodies. These microbial communities, known as our microbiomes, are our intimate partners and govern almost every aspect of our health. They also respond to conditions in their environment, which is often the same building occupied by humans.

According to the World Health Organization, air pollution caused more than 7 million deaths worldwide in 2012. Of all the air pollutants known to be harmful to our health, fine particulate matter (PM) with diameters of 2.5 microns and smaller is causing the most widespread disease.

The lung is the organ most directly and obviously impacted by inhalation of PM. Fine PM hastens the development of chronic obstructive pulmonary disease, asthma, and lung cancer. Pathology is caused by cascading mechanisms of disease, and once a lung is damaged, it’s very hard to recover full pulmonary function. Beyond the lungs, airborne PM triggers heart attacks, irregular heartbeats, and even disorders like inflammatory bowel disease (IBD). Our digestive system is affected when inhaled PM is cleared from our airways and then swallowed. A person living in urban North America ingests approximately 10^12-10^14 inhaled particles per day. High PM levels are associated with IBD due to changes such as increased gut permeability, decreased colon motility, and alterations in the gut microbiome. In fact, these particles are classified as Group 1 carcinogens because they can trigger the growth of deadly cancers.

Questions such as which airborne particles most easily enter the human respiratory system, how likely it is that inhaled particles may reach the lung, how rapidly they are cleared, and how retained particles will affect the host have been the topics of pulmonology research and treatment. These same questions are now important considerations for the engineer or building manager who chooses and operates HVAC systems.

The best metrics to guide HVAC design would include PM levels generated by indoor activities as well as infiltration of outdoor particles. Unfortunately, this information is very hard to collect because of variations in indoor generation. Consequently, the air pollution measurements that establish HVAC design parameters for filtration and ventilation rates in a given locale come largely from outdoor monitoring.

While outdoor conditions are a good starting point, they do not reflect the most important exposure — that of the indoor environment. Studies in air toxicology show that indoor and outdoor levels of air pollutants can vary widely depending on the compound and the difference between indoor and outdoor temperature and humidity conditions. This disconnect is reflected in hospital statistics, where the increase in hospital admissions for respiratory disease per 10 micrograms per cubic meter increase in outdoor PM2.5 was smaller in the Southwestern U.S. than in the Northeast.

Given the current difficulty in gathering data on indoor exposure to PM, using outdoor data is our only choice. Thankfully, however, on the horizon are small, personal, wearable monitoring devices that will offer more specific information regarding the chemical pollutants, PM size and concentration, and microbial content of the air we breathe and ingest. Understanding the human exposome of the indoor environment will place building professionals in the very center of medical and public health work.

Now that research is clarifying the connection between the indoor environment and our health, we have both an opportunity and a responsibility to rethink how we design and operate our buildings.

FONTE: https://www.esmagazine.com/articles/100042-quantifying-the-health-impacts-of-indoor-particulate-matter

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How Indoor Air Quality Impacts Our Psychological Development

Mechanical Engineers Are Now Mental Health Professionals

Once again, research has revealed an entire new dimension of the role of indoor air quality in determining human health. This new awareness dramatically expands the consequences of a mechanical engineer’s work. As you design and size HVAC systems for a building, think about this: The resulting indoor climate will shape the mental state of the occupants, influencing their moods, thinking abilities, and even their attraction to sexual partners. This means that your job description now includes mental health care.

How can this be? Most of us will agree that our moods are influenced, to some degree, by how healthy and energetic our bodies feel. We now know that each of us are intimately connected to trillions of microorganisms in ecosystems called our microbiomes. In fact, the number of microbes in our individual microbiomes vastly exceed the number of our human cells. Our personal microbiome is a unique and changing population of bacteria, viruses, and fungi that live on our skin, in our orifices and digestive tracts, and even insert their genes into our sperm or eggs to be passed onto our children.

Research tools that continue to shed light on our relationship with microbes were widely used in sequencing the human genome. Generally known as metagenomics, the techniques have resulted in data that clearly indicates that most microbes are essential and beneficial to our normal, day-to-day functioning. What is additionally surprising is the awareness that bacteria in our microbiomes shapes our moods, thinking, relationships, and psychological development.

This connection between our microbes and our brains seems to be a result of chemical messengers released from bacteria residing in our digestive systems. These messengers travel to our brains, exerting powerful influences on almost every aspect of the human experience.

The human gut contains approximately 2 pounds of living bacteria, which produce chemicals that trigger neurologic activity in our brains, resulting in regulation of our feelings, ability to think and remember events, and even our fundamental patterns of social interactions. Gut microbes are even related to disorders of cognitive functioning and social interaction, such as autism. Most of us can relate to the power of our gut-brain connection when we think back to a time when our intestines where roiling just prior to taking an important exam.

Our exposure to microbes starts during the birth process when we are either colonized with bacteria from our mother or from the caesarian section room. These colonies are then shaped by our ingestion of microbes from food or probiotics; from unintentional exposure, such as through inhaling microbes in the airborne environment; and by the microbe deaths resulting from antibiotics or surface disinfection solutions. The unique community of microbes in each room of a building is determined by which microbes survive and flourish in each individual space. The elements that microbes respond to in indoor spaces are surface materials, indoor temperature and humidity, radiation from light, and other physical forces that continue to be revealed by ongoing research.

We now know that choices about ventilation unintentionally shape indoor microbial ecosystems. For example, mechanical ventilation leads to significantly different airborne bacterial communities in patient rooms and classrooms when compared to natural ventilation. Spaces with low water vapor (humidity) that are mechanically ventilated have less bacterial diversity and a greater number of pathogens.

IAQ shapes our moods far beyond the effects of daylighting, views of nature, and colors. Building microbes selected by indoor ventilation become part of our microbiomes, exerting powerful forces on our gut-brain axis and triggering feelings of happiness, sadness, or mental illnesses.

In this way, mechanical engineers have become mental health professionals for all those who occupy the buildings.

 

FONTE: https://www.esmagazine.com/articles/99510-how-indoor-air-quality-impacts-our-psychological-development

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Estudo de caso de monitoramento da qualidade do ar interno

Você sabe a importância de fazer análise periódica da qualidade do ar interno climatizado?

Nesse artigo apresentamos um estudo de caso de um edifício comercial localizado na Zona Sul de São Paulo, onde as análises da qualidade do ar interno realizadas semestrais conforme definido na Resolução 09 de 16 de janeiro de 2003 da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ajudaram na solução de um problema ambiental que não havia sido diagnosticado no dia a dia a operação predial.

Estamos falando de um edifício comercial de alto padrão, categoria “Triple A”, de 28.359m² com 15 pavimentos de escritórios, com lajes de 2.067 e 2.130m². Com 05 anos de uso, multiuso, projeto edifício é pré-certificado nível Gold com o selo “LEED® for Core & Shell”. Possui ainda 04 subsolos de estacionamento.

Em uma rotina de amostragem da qualidade do ar interno, a equipe de manutenção predial observou pelo 2º semestre consecutivo resultados de medição de dióxido de carbono (CO2) acima do limite de 1.000 ppm definido da Resolução 09 da ANVISA. Esse fato ocorreu em 76% dos ambientes avaliados.

Normalmente excesso de CO2 está relacionado a ineficiente renovação do ar interno em relação ao número de pessoas no local.

A primeira hipótese analisada era se as tomadas de ar externo do sistema de climatização estavam aberta no momento das amostragens. Essa situação foi confirmada, inclusive pois o edifício é dotado de sistema de automação com sensor de CO2 para abertura em caso de valores acima dos limites. Os dados mostravam que o sistema de renovação de ar estavam trabalhando constantemente 100% abertos. 

Se não era um problema de tomada de ar externo fechado, foi analisada uma 2ª hipótese em relação ao número de pessoas presentes nos locais avaliados. Foi identificado que em 02 pavimentos, a população fixa estava acima do estabelecido na convenção do condomínio.

Mesmo com essa situação verificada, o número de pavimentos com não conformidade era bem superior ao número de pavimentos com excesso de pessoas. Ou seja, não era esse o fator preponderante na contaminação ambiental do edifício. 

Com o auxílio de um equipamento portátil de medição de CO2, nos dirigimos a sala de máquina localizada na cobertura do prédio, verificar o comportamento do nível de dióxido de carbono ao longo do sistema de climatização. 

Já nas primeiras medições feitas, dentro da sala de máquinas, na face interna da tomada de ar externo (dentro da edificação), o nível de CO2 apresentou resultado acima do esperado, em torno de 700 ppm. Sabemos que o ar atmosférico oscila na faixa de 400 a 600 ppm, ou seja, ter um ar de entrada no prédio acima de 700 mostrava que tinha algo errado. A próxima medição (Foto 1) foi feita na face externa da tomada de ar externo, ao ar livre na cobertura do prédio. E o resultado obtido de CO2 foi muito similar a medição realizada internamente. 

 

Foto 1 – Medição face externa da T.A.E
Foto 2 -Medição de CO2 ao ar livre

 

A 3ª medição (Foto 2) foi realizada também ao ar livre na cobertura do prédio, cerca de 4 metros afastado da tomada de ar externo. O resultado obtido foi dentro do esperado para um ambiente ao ar livre em torno de 400 ppm de CO2

Ou seja, havia alguma fonte de contaminação perto da fachada do prédio que aumentava em muito o nível de dióxido de carbono na captação do ar exterior. 

Foi observado o entorno da fachada do prédio à procura de alguma fonte de poluição que estivesse gerando esse incremento de CO2 naquela região. 

Logo foi observada a descarga de ar do duto proveniente da roda entalpica, sistema de recuperação de energia (Ilustração 01), que faz a exaustão do ar interno com a insuflação de ar novo, com objetivo de reduzir o consumo de energia do sistema de climatização.

Ilustração 01 – Roda Entalpica

Como era de se esperar, a medição no nível de CO2 na saída da exaustão do sistema de recuperação de energia era elevado, em torno de 900 ppm. Estava assim identificada a origem da fonte poluente. 

Na fachada do edifício, onde se encontra a captação de ar externo do sistema de climatização, criava-se uma zona de ar contaminado (Foto 03), com alta concentração de dióxido de carbono e provavelmente outros contaminantes que não estavam sendo monitorados.

 

 

A solução indicada para esse sistema é a captação do ar externo em ponto distinto daquele local. Foi recomendada a contratação de um consultor em sistemas de climatização para fazer um projeto do melhor local. Enquanto esse novo sistema de captação de ar não for instalado, foi recomendado desligar o sistema de recuperação de energia. O impacto financeiro na produtividade das pessoas das empresas, devido à baixa qualidade do ar interno, está sendo muito superior a economia de energia elétrica obtida. 

Foto 03 – Zona de ar contaminado

 

A população daquele local, estimada em 25.000 pessoas, estava respirando um ar de baixa qualidade, gerando perda de produtividade, aumento de absenteísmo e custas médicas. 

Essa situação só foi descoberta com a existência das análises rotineiras da qualidade do ar interno, conforme determinado pela Resolução da ANVISA. Como não conseguimos ver o ar que respiramos, essa abordagem da ANVISA de análises periódicas é fundamental para redução de riscos à saúde da população. 

Outra abordagem seria as edificações de uso público e coletivo terem um plano de segurança da qualidade do ar interno, onde seriam avaliados os riscos, elaborados planos de ação e acompanhamento para verificação do ar interno. Recentemente foi publicada norma de qualidade ISO 16:000-40 de gestão da qualidade do ar interno, abordando exatamente essa solução. 

 

Artigo elaborado por Leonardo Cozac, engenheiro civil e segurança do trabalho, consultor com certificado internacional especialista em qualidade do ar interno.

Sócio Diretor da Conforlab Engenharia Ambiental.

www.conforlab.com.br

 

Estudo de caso de monitoramento da qualidade do ar interno

 

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This Inexpensive Action Lowers Hospital Infections And Protects Against Flu Season

Harvard Medical School graduate and lecturer, Stephanie Taylor, is something of an Indiana Jones of medicine. She’s a determined scientist who can’t seem to sit still. Along with a resume full of accolades and publications, she’s a skydiver with 1,200 jumps. She solves haunting medical mysteries. “Anything that seems scary, I say I need to learn more about that,” she explained in a recent interview.

Picornavirus (picornavirid), responsible for: Colds, gastroenteritis, poliomyelitis and meningitis. Image made from a transmission electron microscopy view. (Photo by: Cavallini James/BSIP/Universal Images Group via Getty Images)UNIVERSAL IMAGES GROUP VIA GETTY IMAGES

While practicing pediatric oncology at a major teaching hospital, Taylor wondered why so many of her young patients came down with infections and the flu, despite the hospital’s herculean efforts at prevention. Her hunch: the design and infrastructure of the building contributed somehow.

Dr. Taylor embarked on a quest to find out if she was right. First, the skydiving doctor made a career jump: She went back to school for a master’s in architecture, and then began research on the impact of the built environment on human health and infection. Ultimately, she found a lost ark.

She and colleagues studied 370 patients in one unit of a hospital to try to isolate the factors associated with patient infections. They tested and retested 8 million data points controlling for every variable they could think of to explain the likelihood of infection. Was it hand hygiene, fragility of the patients, or room cleaning procedures? Taylor thought it might have something to do with the number of visitors to the patient’s room.

While all those factors had modest influence, one factor stood out above them all, and it shocked the research team. The one factor most associated with infection was (drum roll): dry air. At low relative humidity, indoor air was strongly associated with higher infection rates. “When we dry the air out, droplets and skin flakes carrying viruses and bacteria are launched into the air, traveling far and over long periods of time. The microbes that survive this launching tend to be the ones that cause healthcare-associated infections,” said Taylor. “Even worse, in addition to this increased exposure to infectious particles, the dry air also harms our natural immune barriers which protect us from infections.”

Since that study was published, there is now more research in peer-reviewed literature observing a link between dry air and viral infections, such as the flu, colds and measles, as well as many bacterial infections, and the National Institutes of Health (NIH) is funding more research. Taylor finds one of the most interesting studies from a team at the Mayo Clinic, which humidified half of the classrooms in a preschool and left the other half alone over three months during the winter. Influenza-related absenteeism in the humidified classrooms was two-thirds lower than in the standard classrooms—a dramatic difference. Taylor says this study is important because its design included a control group: the half of classrooms without humidity-related intervention.

Scientists attribute the influence of dry air to a new understanding about the behavior of airborne particles, or “infectious aerosol transmissions.” They used to assume the microbes in desiccated droplets were dead, but advances in the past several years changed that thinking. “With new genetic analysis tools, we are finding out that most of the microbes are not dead at all. They are simply dormant while waiting for a source of rehydration,” Taylor explained. “Humans are an ideal source of hydration, since we are basically 60% water. When a tiny infectious particle lands on or in a patient, the pathogen rehydrates and begins the infectious cycle all over again.”

These findings are especially important for hospitals and other health settings, because dry air is also associated with antibiotic resistance, which can devastate whole patient populations. Scientists now believe resistant organisms do not develop only along the Darwinian trajectory, where mutated bacteria produce a new generation of similarly mutated offspring that can survive existing antibiotics. Resistant pathogens in infectious aerosols do not need to wait for the next generation, they can instantly share their resistant genes directly through a process called horizontal gene transfer.

According to her research, and subsequent studies in the medical literature, the “sweet spot” for indoor air is between 40% and 60% relative humidity. An instrument called a hygrometer, available for about $10, will measure it. Every hospital, school, and home should have them, according to Taylor, along with a humidifier to adjust room hydration to the sweet spot.

Operating rooms, Taylor notes, are often kept cooler than other rooms to keep gown-wearing surgical staff comfortable. Cool air holds less water vapor than warm air, so condensation can more easily occur on cold, uninsulated surfaces. Consequently, building managers often turn humidifiers off instead of insulating cold surfaces. This quick fix can result in dry air, and Taylor urges hospitals to bring the operating room’s relative humidity up, even when it is necessary, to maintain a lower temperature. Taylor’s research suggests this reduces surgical site infections.

Taylor travels the country speaking with health care and business groups to urge adoption of the 40%–60% relative humidity standard. And she practices what she preaches. “My husband has ongoing respiratory problems and had at least one serious illness each winter. Ever since we started monitoring our indoor relative humidity and keeping it around 40%, even when using our wood stove, he has not been sick. Our dogs also love it because they do not get static electricity shocks when being petted in the wintertime!”

The bad news is that it takes on average of 17 years for scientific evidence to be put into medical practice, according to a classic study. The good news is that Taylor is on the case, and she’s on a crusade against the destruction of bacteria and viruses. She’s not waiting 17 years. Jock, start the engine.

Fonte: Forbes

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