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Por que a qualidade do ar nas salas de aula não pode ser negligenciada?

A qualidade do ar interno (QAI) em salas de aula tem recebido especial atenção ultimamente, principalmente por conta da pandemia da COVID-19 e a necessidade de retorno às salas de aula. Vale destacar que de acordo com o Qualindoor – Departamento de Qualidade do Ar Interno da ABRAVA – Associação Brasileira da Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento um pessoa respira cerca de 10 mil litros de ar por dia, dado que justifica a preocupação.

Devido à falta de atenção e às muitas ações inadequadas realizadas no passado relacionadas aos cuidados com à qualidade do ar em ambientes interno, preocupações surgem novamente e com força, levantando questões de relevante importância para a Saúde, à Sociedade, além de, prejuízos financeiros.

Diversas legislações e normas técnicas foram publicadas no Brasil nos últimos 20 anos, detalhando a importância e necessidade de sistemas de climatização serem instalados e mantidos adequadamente. Inspeções e fiscalizações por agentes sanitários, trabalhistas e de conselhos de órgãos de classe em sistemas de ares-condicionados têm ocorrido, mas ainda, em escala muito menor do que a necessária.

E são as Escolas, um dos ambientes que mais apresentam implicações quando se trata da diferença entre bom e mau desempenho relacionados à QAI. Os alunos permanecem cerca de 4 a 5 horas diárias, cinco dias por semana, 40 semanas por ano, durante aproximadamente 13 anos em salas de aula. As características desses espaços são muito importantes e determinantes para o desenvolvimento escolar e crescimento físico saudável dos alunos.

Estudo da Universidade Técnica da Dinamarca, mostra ganhos de performance dos alunos em 14,5% em ambientes com uma boa qualidade do ar. Isso representa que um aluno em escola com boa QAI é capaz de aprender em 06 anos o que ele aprenderia em 07. Nem precisa ser bom em matemática, para enxergarmos o ganho financeiro para um país com investimentos na qualidade do ar interno!

A Resolução 09 da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, publicada em 16 de janeiro de 2003, recomenda, por exemplo, que ambientes internos tenham o máximo de 1000 partes por milhão (ppm) de CO2 (dióxido de gás carbônico).

A ventilação inadequada faz com que CO2 e contaminantes do ar interior se acumulem nos ambientes ocupados por pessoas. Em muitas escolas, os níveis de dióxido de carbono elevados impactam diretamente na redução de rendimento escolar dos alunos, conforme estudos apresentados Lawrence Berkeley National Laboratory1.

Uma consequência adicional da ventilação inadequada em ambientes é o acúmulo de outros contaminantes do ar interior, como os compostos orgânicos voláteis – COVs, incluindo o formaldeído, que podem ser encontrados em diversos produtos de construção e manutenção utilizados nas salas de aula, incluindo tapetes, vinil, tintas, selantes, plásticos, produtos de madeira, móveis, eletrônicos, agentes de limpeza e tantos outros.

Outro grande problema é a capacidade do ar interior em espalhar infecções virais, como a COVID1, e bacterianas, sendo a proliferação de mofo um fator de contribuição especial. Há uma crescente incidência de condições de saúde crônicas, como asma, viroses, alergias e outras sensibilidades. A asma é a principal causa de faltas nas escolas, entre as crianças dos Estados Unidos.

A realidade mostra salas de aula com grande quantidade de alunos e com menor espaço interno, além das janelas reduzidas, o que resulta num ambiente com ar saturado.

O papel do sistema de climatização
As escolas que optam por usar aparelho de ar-condicionado, na maioria absoluta das vezes instalam equipamentos do tipo Split. Apesar de ser uma ação com objetivo de trazer conforto térmico aos alunos e professores, é uma catástrofe em relação à qualidade do ar interna.

Poucas escolas, as de maior porte e capacidade financeira, seguem os procedimentos corretos ao iniciar o processo de análise de escolha de que tipo de sistema de climatização usar com a elaboração de um projeto de ar-condicionado. Sim, é desta forma que todos os estabelecimentos deveriam agir, e com o projeto em mãos, definir qual melhor sistema para o local.

A escolha do uso de aparelhos do tipo Split em ambientes não residenciais, requer alguns cuidados prévios, como a instalação que deve ser realizada com adaptações como sistemas de filtração e renovação de ar eficientes, que permitam ao ambiente a melhor distribuição e circulação do ar, com material particulado e gases em níveis adequados às necessidades humana.

O aparelho Split convencional não possui filtragem adequada, distribuição de ar e nem renovação de ar. Infelizmente em nosso país, esse tipo de equipamento vem sendo utilizado em aplicações não residenciais em larga escala, representando mais de 90% das vendas de aparelho de ar-condicionado no Brasil.

Isso resulta em diversos ambientes com instalações sujeitas a irregularidades, fora das normas técnicas e legislações brasileiras. Haja vista, neste período de pandemia, momento que esse problema foi escancarado com a necessidade de manter os ambientes ventilados.

Os protocolos sanitários, inclusive de renomados hospitais e centros de saúde, têm orientado, infelizmente, as escolas a desligar o ar-condicionado, e abrir portas e janelas como solução para melhorar a ventilação do local.

Ocorre que esses ambientes não foram projetados para a ventilação natural, essa ação só será eficiente dependendo do clima, disposição de fachada, portas e janelas em faces opostas, tamanho do ambiente, entre outros fatores que possam contribuir com a troca de ar entre os ambientes interno e externo.

Além disso, portas e janelas abertas, combinados ao ar-condicionado desligado nas salas de aula, podem levar a alguns fatores que reduzem a capacidade de aprendizado, como:

– Temperaturas elevadas, que tornam o ambiente desconfortável;

– Ruídos externos, prejudicam a concentração dos alunos;

– Poluição do ar externo, causam danos ao sistema respiratório dos alunos, levando à ausência do aluno.

Neste momento de preocupação com a pandemia e necessidade de retorno as salas de aulas, a recomendação é a correção e adequação dos sistemas de climatização existentes nas escolas e não o seu desligamento.

Basicamente, a solução para salas de aula que contam com equipamentos do tipo SPLIT é a instalação de sistemas de renovação e filtração do ar adequados, conforme normas técnicas e legislação no país. Ou ainda, a utilização de equipamentos de purificação de ar dentro dos ambientes, como por exemplo filtros de alta eficiência ou ainda foto-catálise, colaborando no tratamento do ar. A decisão deve ser feita com a orientação de um consultor técnico ou profissional legalmente habilitado em sistemas de ar-condicionado.

O custo dessas ações é muito pequeno se comparado ao custo total de uma instalação de sistema de ar-condicionado e aos benefícios com a garantia da saúde e melhorias no rendimento escolar, além de, ser a única maneira de garantir tecnicamente uma boa qualidade do Ar dentro das salas de aulas.

A recomendação de abrir portas e janelas e desligar o ar-condicionado é mais um “jeitinho brasileiro” que está sendo dado para empurrar o problema para debaixo do tapete.

Algumas recomendações podem ser observadas no quadro a seguir:

O uso do ar-condicionado é bom e faz bem! Recomendo sempre a busca de informações com especialistas e órgãos que representam o setor.

Referência Bibliográfica:

1 – Elevated Indoor Carbon Dioxide Impairs Decision-Making Performance, Outurbo de 2012. https://newscenter.lbl.gov/2012/10/17/elevated-indoor-carbon-dioxide-impairs-decision-making-performance/

Elaborado por:

Eng. Leonardo Cozac – Engenheiro Civil e de Segurança do Trabalho, especialista certificado em Qualidade do Ar Interno. CEO da Conforlab,  Diretor de Operações e Finanças da ABRAVA – Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento, e membro do Qualindoor – Departamento Nacional de Qualidade do Ar Interno.

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A importância das certificações dos serviços credenciados de manutenção de carpetes

Você não permitiria que um “técnico”, sem formação comprovada, realizasse a manutenção da sua unidade de climatização. E, com certeza, não levaria seu carro a um mecânico que começou a ser treinado na véspera. Mesmo assim, não são poucos os gestores de empresas e, até mesmo, facilities que contratam fornecedores não credenciados para cuidar da higienização de carpetes e têxteis de suas instalações.

É possível entender o motivo quando se fala em milhares de metros quadrados de espaços acarpetados. Muitas empresas se apresentam como especialistas em higienização de têxteis, oferecendo baixo custo. Bem, aí, já daria para desconfiar que há algo errado: afinal, “não existe almoço grátis”, como diz aquela máxima corporativa. Porém, o apelo do preço pode ser atraente, especialmente num momento de orçamento apertado. Mas, o risco é sério e a conta, no futuro, pode ser muito alta.

Os riscos de contratar serviços de limpeza de carpetes não qualificados e testados

Você precisa focar em dois objetivos: proteger seus ativos e reduzir seus passivos. O carpete é um ativo caro para ser substituído. Considere que compra e instalação de cerca de 3000 m² de carpete de qualidade comercial pode chegar a R$ 600 mil, ou mais. É sensato, deixá-lo aos cuidados de uma empresa sem certificações de entidades credenciadoras, mão de obra sem treinamento e produtos não registrados pelas autoridades sanitárias?

A resposta, claro, pode ser que além de ótimo custo, a empresa alegou que seus produtos e processos são credenciados. Mas provou? Apresentou as certificações? Você teve o cuidado de comprová-las no site das entidades certificadoras? Atualizando um antigo ditado que dizia que “o papel aceita tudo”, a internet, também, aceita qualquer texto ou imagem. Não adianta o prestador de serviços ter um site bem organizado, com as imagens de diversas certificações. É preciso comprová-las. O que pode ser feito, facilmente, acessando o site da entidade credenciadora e buscando pelo nome da empresa ou do produto.

O que, em princípio parece um bom negócio, pode acabar custando muito caro no longo prazo. Prestadores de serviço de manutenção de carpetes “baratos” tendem a cortar custos para economizar tempo, o que significa que a qualidade geral de trabalho será insatisfatória e terá curta duração. Pior ainda, a utilização de produtos e técnicas inadequadas podem danificar irreparavelmente os seus têxteis.

Por exemplo, você sabia que um produto de limpeza de carpetes altamente alcalino fará seus carpetes “brilharem” como novos? Você vai adorar a aparência deles após a limpeza… até que as soluções alcalinas comecem a fazer com que as cores desbotem. Com o tempo, você perceberá que aquele serviço “maravilhoso”, não passava de “maquiagem barata”.

E se o seu prestador de serviço usar um produto com muita solvência e não enxaguar completamente? Você não vai precisar esperar muito para que seu carpete suje novamente. Ah, e esqueça os fornecedores que executam a limpeza de carpetes pelo sistema bonnet. A rotação das escovas pode danificar as fibras do carpete, fazendo com que elas se torçam e percam o brilho.

Além de tudo isso, você pode perder a garantia do fabricante do seu carpete se optar por um fornecedor com metodologias e produtos inadequados para execução dos serviços de higienização. Gestores de empresas e facilities geralmente não avaliam o potencial do prejuízo até que seja tarde demais, ou seja, até que o carpete tenha que ser substituído muito antes do tempo previsto.

Quais certificações você deve solicitar ao prestador de serviços de higienização de têxteis?

Como escapar das armadilhas da contratação de um técnico ou equipe de limpeza de carpetes inadequados? É simples. Solicite as certificações, comprovadas, com a proposta oferecida. As certificações devem ser obrigatoriamente concedidas por entidades certificadoras ou parte terceira, idônea e reconhecida, que garantam que o contratado pratica metodologias e utiliza produtos adequados que asseguram a aparência e durabilidade dos revestimentos, saúde das pessoas e qualidade do ar interno.

Em nível internacional a milliCare detém diversas certificações das mais importantes entidades mundiais do segmento têxtil. No Brasil, oferecemos as seguintes certificações que podem ser facilmente comprovadas nos sites das entidades certificadoras e da autoridade sanitária.

1. Selo de Aprovação do CRI – Carpet and Rug Institute.

O selo de aprovação do Carpet and Rug Institute prova que enviamos nossos produtos e equipamentos para o laboratório de testes, indicado pela entidade, para análise e aprovação de conformidade. Portanto, nosso método patenteado de limpeza a seco foi testado quanto a todos os aspectos da operação, desde a remoção de sujeira, até a integridade dos revestimentos e umidade residual. Quando você vê – e comprova – o Selo de Aprovação do CRI, sabe que não está “sendo cobaia”.

2. Produtos certificados pelo Selo Verde.

A Certificação do Selo Verde em um produto de limpeza indica seu reduzido impacto na saúde, segurança e meio ambiente. A certificação do Selo Verde envolve o cumprimento das diretrizes de sustentabilidade em mais de 20 categorias de segurança humana e ecológica. Você terá a certeza de que todos os produtos do Green Seal milliCare foram verificados quanto à toxicidade, irritação da pele, combustibilidade e possíveis cancerígenos.

3. Certificação LEED

A Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), é uma certificação para construções sustentáveis, concebida e concedida pela organização não governamental, United States Green Building Council (USGBC), com o objetivo de promover e estimular práticas de construções sustentáveis.

A milliCare é parceira LEED e seu sistema pode contribuir, particularmente, para a pontuação da certificação LEED para Operação e Manutenção de Edifícios Existentes (LEED-EBOM), a única focada em edifícios já em operação. Ao modernizar padrões para edifícios existentes, com procedimentos e planos de manutenção sustentáveis, sua empresa pode se credenciar a diversos tipos de incentivos que premiam iniciativas ecológicas.

4. Produtos registrados na ANVISA

Mesmo com as certificações internacionais, todos os produtos utilizados pela milliCare, no Brasil, são registrados na Agência nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA – que avaliza as informações dos rótulos e são facilmente comprováveis no site do Governo Federal.

Saiba mais sobre as certificações que a milliCare Brasil oferece acessando https://bit.ly/2ISMRcK

Fica, então, a mensagem. Carpetes são um ativo valioso que precisa ser preservado em favor da saúde das pessoas, produtividade e do caixa das empresas. Mantê-los corretamente é responsabilidade dos gestores que devem tratá-los como um item diferenciado dentro dos serviços de limpeza e manutenção dos empreendimentos aos seus cuidados, o que implica a contratação de empresas especializadas e habilitadas para o trabalho. Esta habilitação só pode ser comprovada mediante certificações idôneas.

Voltando ao início dessa conversa: você não iria ao um médico que não fosse diplomado e com experiência comprovada. A analogia é exatamente a mesma.

Converse conosco para saber mais sobre certificações e como podemos ajudá-lo a manter os revestimentos têxteis do seu espaço. Queremos ser seu parceiro em manutenção de têxteis e não apenas seu prestador de serviço.

 

 

Fonte:Millicare

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Esclarecimento Técnico COVID-19

Com objetivo de informar e esclarecer sobre o uso do sistema de climatização em edificações comerciais e industriais, no período de retorno as atividades durante a pandemia da COVID-19, a Conforlab fez uma nota de esclarecimento, escrita por Leonardo Cozac, para seus clientes e parceiros que foi publicada na revista “Manutenção Predial”.

 

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20 perguntas e respostas sobre reabertura de escolas durante a COVID-19


 
O retorno às aulas presenciais em escolas e instituições de ensino durante a COVID-19 tem causado muitas dúvidas para os gestores escolares, professores e também para os pais. O assunto está sendo debatido por diversos especialistas, estudiosos e autoridades competentes.

O foco das discussões está centrado em implantar ações para preservar o bem-estar e saúde de ocupantes de ambientes internos. Essas iniciativas precisam ser uma prioridade para os gestores de edifícios, que devem sempre manter em pauta a gestão da qualidade do ambiente interno, pois estes, impactam diretamente na vida das pessoas que estão lá inseridas.

Neste artigo, nós trazemos 20 perguntas e respostas sobre a reabertura de escolas durante a COVID-19, que é um texto traduzido e adaptado ao Brasil pela Conforlab Engenharia Ambiental da Schools for Health. O original pode ser lido neste link.

Nós também preparamos o Guia Prático e Checklist: Como minimizar os riscos à saúde em ambientes internos para a volta as aulas, um documento que traz ações que minimizam os riscos ocasionados por vírus, fungos, bactérias e outros agentes contaminantes em ambientes internos:

 



20 perguntas e respostas sobre a reabertura de escolas durante a COVID-19

A melhor forma de reabrir as escolas de modo seguro é fazê-lo quando a propagação comunitária do vírus estiver baixa. Colaboradores de vários departamentos da universidade de Harvard, inclusive especialistas em educação, saúde pública, medicina e ética, criaram um documento de orientação para as escolas e respectivas regiões que classifica os níveis de risco por cores com base no número de casos em uma determinada área ou zona. Para cada cor de classificação de nível de risco (Vermelho, Laranja, Amarelo e Verde) foram estabelecidas diretrizes quanto à reabertura ou não das escolas e, em caso afirmativo, quais faixas etárias devem ser priorizadas. Consulte a situação de sua região.

As pesquisas demonstram que o uso de máscaras, mesmo as caseiras, reduz significativamente o risco de transmissão da COVID-19. Como a transmissão pode ocorrer mesmo quando as pessoas estejam fisicamente distantes umas das outras, o uso de máscaras deve ser obrigatório para todas as pessoas que estejam dentro da escola – alunos, professores, funcionários e pais. As máscaras também devem ser obrigatórias dentro dos ônibus escolares. As escolas devem traçar estratégias para impor o uso de máscaras dentro do recinto escolar e dos ônibus.

Para lidar com o cansaço causado pelo uso prolongado da máscara, “intervalos de uso” deverão ser previstos durante os períodos em que o risco de transmissão seja relativamente baixo, tais como durante o tempo de leitura silenciosa ou do intervalo ao ar livre. Entretanto, nos momentos em que professores ou alunos estejam conversando e quando os alunos estejam em contato com pessoas fora de suas salas de aula (por exemplo, nos corredores), máscaras devem ser usadas. Algumas escolas poderão dispensar os alunos da pré-escola e do ensino infantil do uso de máscaras, visto que eles podem achar seu uso mais difícil. Nesses casos, cuidados extras devem ser tomados para adoção de outras estratégias de controle, como aumentar a taxa de ventilação, melhorar a filtração do ar e manter o distanciamento do grupo para minimizar seu contato com outras classes e alunos da escola.

Procedimentos adequados de higiene e limpeza das máscaras são importantes para seu uso eficaz. As escolas devem seguir as diretrizes dos órgãos responsáveis pelo controle e prevenção de doenças no país e ensinar os alunos e famílias como realizar os cuidados necessários com as máscaras (por exemplo, limpeza). Caso haja preocupação quanto à possibilidade de obtenção de máscaras pelos pais, alunos ou professores, as escolas deverão disponibilizá-las para todos.

Lavar as mãos é uma maneira fácil e eficaz de reduzir a transmissão. Todos os alunos e funcionários devem receber treinamento quanto aos procedimentos adequados de lavagem e higienização das mãos, e sinalização deve ser colocada junto às pias para reforçar a técnica e duração apropriadas da lavagem das mãos. As mãos devem ser lavadas com água e sabão por 20 a 30 segundos ao chegar, e antes e depois de encostar em superfícies compartilhadas, comer e tocar no rosto, do intervalo, da educação física e da transição entre as aulas. Apesar de a lavagem das mãos com água e sabão ser o melhor método, usar desinfetante que contenha pelo menos 60% de álcool é uma alternativa eficaz quando a lavagem das mãos não for possível. Estações portáteis de desinfetantes ou de lavagem de mãos devem ser disponibilizadas por toda a escola. Outras estratégias que as escolas podem implementar incluem a instalação de infraestruturas sem contato (como pias sem contato).

O distanciamento físico ajuda a reduzir o risco de infecção pelas gotículas maiores transmitidas entre as pessoas (por exemplo, pelo espirro ou pela tosse), e é especialmente eficaz quando combinado com o uso de máscara. A meta é de 1,5 m quando possível, mas note-se que a Academia Americana de Pediatria, ao orientar sobre a abertura das escolas, salientou que há evidências de que 1 m já seja suficiente, especialmente quando combinado com o uso de máscara. Também levou-se em consideração a menor probabilidade de infecção e transmissão do vírus pelas crianças. Além disso, a estrita adesão ao distanciamento de 1,5 m pode trazer limitações ao ensino pessoal, e deve ser sopesada com os prejuízos advindos da permanência das crianças em casa.

As escolas devem garantir que o distanciamento físico máximo seja mantido sempre que possível – inclusive nas salas de aula, nos banheiros e corredores, bem como nos ônibus escolares (leia mais informações sobre os ônibus na Questão 12, e sobre intervalo de recreio e educação física nas Questões 19 e 20)

Como o espaço pode ser limitado, algumas escolas devem retirar os móveis em excesso das salas de aula e/ou modificar sua política de frequência para reduzir o número de alunos em um determinado período (por exemplo, metade dos alunos comparece às aulas dia sim, dia não), a fim de que se assegure a aplicação das regras de distanciamento físico. Além disso, as escolas poderão agrupar os alunos por sala, ou em grupos menores (às vezes chamados de “companheiros”), e permitir que os alunos desses grupos fiquem mais próximos uns aos outros do que 1,5 m. Apesar de não ser tão eficaz quanto o distanciamento físico completo, esta alternativa deve ser ponderada frente aos prejuízo causado pela manutenção das crianças fora da escola. Tais agrupamentos podem reduzir os riscos de um grande surto caso um aluno fique doente por diminuir o número de colegas com os quais possa ter tido contato próximo.

Pequenas partículas que contenham COVID-19 podem flutuar no ar, podendo infectar alguém que nunca tenha tido contato próximo com uma pessoa infectada.

Trazer mais ar fresco para dentro da sala/ambiente pode diluir partículas que contenham vírus e reduzir o risco de que alguém respire uma quantidade suficiente de vírus para se infectar. As escolas podem recorrer à ventilação mecânica ou natural para trazer ar fresco ao ambiente escolar.

Os sistemas de “ventilação mecânica” forçam a entrada de ar externo nos edifícios e o distribuem por todos os ambientes. Existem padrões estabelecidos para a quantidade de ar fresco que entra no ambiente que as escolas devem atender, ou ultrapassar (No Brasil definido pela Resolução 09 de 16/01/2003 da ANVISA). Todo ar re-circulado deve passar por um filtro de boa eficiência (veja a Questão 6). As escolas devem considerar ainda manter o sistema de ventilação em funcionamento mesmo fora do horário normal da escola (por exemplo, quando a equipe de limpeza estiver trabalhando, durante as atividades extracurriculares, na entrada e na saída).

Caso a escola conte com “ventilação natural”, a quantidade de ar externo trazido para dentro pode ser aumentada abrindo-se as janelas das salas de aula, ou com o auxílio de outros mecanismos (por exemplo, ventiladores de teto). Ventiladores de janelas ou de caixa posicionados em janelas abertas para soprar ar fresco externo para dentro da sala de aula por uma janela, bem como dispersar o ar que circula internamente para fora por outra janela, podem ajudar a manter e aumentar a circulação de ar fresco na sala de aula.

Os sistemas de ventilação nem sempre funcionam como planejado, por isso as escolas devem assegurar um especialista para verificar os sistemas e garantir que estejam funcionando corretamente, devendo ainda monitorar as taxas de ventilação e qualidade do ar por toda a escola. No Brasil, há Resolução 09 da ANVISA define os procedimentos e parâmetros de verificação da qualidade do ar de ambientes climatizados.

Observe que as estratégias de controle trazidas nas Questões 5, 6 e 7 são eficazes no controle das partículas de vírus no ar e recomendadas como prioritárias. É possível que algumas escolas não possam contar apenas com o aumento da ventilação ou filtração. Existe um grande número de tecnologias não comprovadas ou menos comprovadas no mercado. Consulte sempre um especialista antes de instalação de sistemas alternativos.

Os sistemas de ventilação mecânica podem usar um filtro para remover pequenas partículas respiratórias que contenham vírus do ar que é recirculado pelo edifício, mas alguns filtros funcionam melhor que os outros. Os filtros são classificados pelo sistema de classificação “MERV” (pela própria ASHRAE, que publica os padrões de ventilação) ou Finos e Grossos (Classificação da ABNT) que indica a porcentagem e tamanhos de partículas que os filtros conseguem remover do ar que passa por eles. As escolas devem considerar a substituição dos filtros por aqueles com classificação MERV 13, F7 ou superior, uma vez que os filtros com essa classificação são capazes de reduzir a concentração de partículas com vírus no ar que passa por eles. No entanto, alguns sistemas não suportam esse tipo de filtro. Nesse caso, outras abordagens podem ser úteis (por exemplo, consulte a questão 7 acerca de purificadores de ar portáteis). Os filtros devem ser verificados regularmente para garantir que haja um ajuste correto (que estejam devidamente vedados para que não haja vazamento de ar por outras aberturas além do próprio filtro) e fluxo de ar adequado através do filtro.

Purificadores de ar portáteis com filtros de ar particulado de alta eficiência (HEPA – high-efficiency particulate air) podem ser úteis para reduzir a exposição a vírus emitidos por pessoas infectadas. No entanto, os aparelhos devem ter o tamanho adequado para a sala e seu posicionamento deve ser cuidadosamente considerado. Para uma sala de aula normal, uma métrica útil é a “Taxa de fornecimento de ar limpo” da unidade, ou CADR (sigla em inglês), que deve ter cerca de 3 metros cúbicos de ar limpo por minuto (cfm) por 23 metros quadrados. (O CADR pode ser medido de maneiras diferentes, então procure o CADR para ‘partículas de fumaça’, em vez de poeira ou pólen, porque as partículas de fumaça são menores).

Deve-se tomar muito cuidado ao realizar a substituição dos filtros em purificadores de ar portáteis, pois vírus ativos podem estar presentes no filtro. Os filtros devem ser trocados durante o recesso por alguém que esteja usando óculos de proteção, máscara e luvas. O filtro deve ser retirado com cuidado e colocado em um saco de lixo grande de amarrar, para descarte imediato.

Barreiras de proteção de acrílico ajudam a prevenir a propagação do vírus presente em gotículas grandes, como as geradas quando alguém tosse ou espirra. Essas barreiras podem ser especialmente úteis quando é difícil manter o distanciamento físico e em áreas onde há interações repetidas e regulares, tais como as mesas da recepção e o caixa da lanchonete. Algumas escolas podem considerar a instalação de barreiras de acrílico entre as carteiras dos alunos, ou entre o professor e a classe. Mesmo que sejam usadas as barreiras de acrílico, o ideal é que se exija o uso de máscara por todos.

Os horários de entrada e saída, e de transição entre aulas podem ser momentos de maior risco devido ao grande número de pessoas em potencial que estarão em contato próximo nos portões de entrada e saída, e nos corredores. As escolas podem considerar o escalonamento dos horários de entrada e saída para que as crianças de diferentes salas não entrem ou saiam da escola ao mesmo tempo. Até mesmo uma diferença de 5 a 10 minutos para cada turma ou série poderia reduzir significativamente o número de alunos nos corredores em direção aos portões de saída. Alunos e funcionários devem ser instruídos a não permanecerem na áreas de entrada e saída, ou nos corredores, mas caso haja necessidade de esperar, as filas devem ser demarcadas de forma clara para garantir o distanciamento físico. Em corredores e escadas pequenos, caminhos demarcados no chão podem indicar a direção a ser usada, quando possível. Além disso, podem ser usadas portas diferentes para turmas ou séries diferentes, a fim de minimizar aglomerações e reduzir o número de pessoas que encostam em cada porta.

Para que se mantenha o distanciamento físico sem reduzir demais o número de alunos dentro da escola num mesmo momento, as escolas podem promover o ensino em espaços que não são normalmente usados como salas de aula (por exemplo, lanchonetes, ginásios, auditórios). As escolas podem ainda realizar aulas ao ar livre, o que ajudaria a reduzir a propagação do vírus dada a diluição das partículas no ar e a possibilidade de manutenção do distanciamento físico. No outono, alunos e professores podem se agasalhar para que se mantenha a realização das aulas ao ar livre. Em caso de uso de tendas, estas não devem ter paredes, ou devem ter paredes com telas para permitir a ventilação suficiente.

As refeições podem ser feitas nas salas de aula, no lugar da lanchonete. As refeições fornecidas pela escola devem ser pré-embaladas e levadas às salas de aula para evitar aglomerações na lanchonete. As refeições podem também ser feitas ao ar livre, caso o tempo permita. Sendo necessário o uso da lanchonete, os alunos deverão manter o distanciamento físico, ou ser separados uns dos outros por barreiras de proteção de acrílico para reduzir a transmissão durante o período em que as máscaras sejam removidas. Vale reforçar, algumas escolas podem permitir que alunos da mesma classe ou grupo sentem juntos, mas deverão manter a distância entre classes ou grupos.

A COVID-19 pode ser transmitida quando alguém toca em uma superfície que tenha sido infectada (por exemplo, tosse ou espirro no objeto, ou na mão antes de tocar no objeto) e depois toca nos olhos, no nariz ou na boca antes de lavar as mãos. A isso dá-se o nome de transmissão por fômites. As escolas devem considerar a aquisição de material adicional (por exemplo, lápis de cor, calculadoras, bolas e brinquedos) para reduzir o número de objetos compartilhados. A limpeza frequente, principalmente das superfícies muito tocadas, pode ajudar a prevenir esse tipo de transmissão, mas as escolas devem usar os produtos aprovados pela Anvisa (a norma que regulamenta o tema é a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 347/2020). Produtos de limpeza podem poluir o ar, por isso a limpeza profunda deve ser feita fora do horário normal das aulas e cuidados como abrir as janelas ou manter altas taxas de ventilação devem ser tomados para a proteção dos funcionários e alunos.

O uso de máscaras deve ser obrigatório dentro dos ônibus, todas as janelas devem permanecer abertas e políticas de limpeza frequente devem ser implementadas. As escolas devem ainda considerar o incentivo a meios alternativos e seguros de transporte (tais como caminhada ou ciclismo) para reduzir a dependência dos ônibus escolares. Esforços devem ser feitos para reduzir o número de alunos por ônibus a fim de que se garanta o distanciamento físico (talvez isso não seja possível devido a aumento no número de ônibus que se faria necessário). Quando isso não for possível, barreiras de acrílico entre os alunos e ao redor do motorista podem ser úteis.

Embora a comunidade escolar deva compartilhar a responsabilidade pela segurança, uma pessoa ou equipe deverá ser nomeada para liderar a resposta à COVID-19. Essa pessoa deve ter um plano que assegure que as informações sejam compartilhadas de forma rápida e precisa entre a administração escolar, os professores, os pais, alunos e membros da comunidade. Deve ser alguém a quem os pais possam trazer quaisquer dúvidas e preocupações concernentes ao plano da escola.

As escolas devem manter uma comunicação frequente acerca das políticas escolares por diversos meios. Tais comunicações devem ser acessíveis a toda a comunidade escolar, o que pode exigir a tradução para diversos idiomas, cópias físicas das informações ou telefonemas, além da distribuição online, bem como lembretes frequentes sobre as políticas. Além disso, as comunicações devem ser redigidas de forma acessível, de modo que não requeira um nível de leitura avançado para a compreensão das políticas e procedimentos.

As escolas devem elaborar planos claros acerca da política de rastreamento de contatos caso um aluno, professor ou funcionário seja infectado. Será necessário um protocolo de rastreamento de contatos, que pode ser desenvolvido em parceria com ou pelo conselho de saúde local. Há ainda necessidade de um plano de comunicação rápida aos pais, professores e funcionários acerca de contágio na escola. No entanto, as escolas devem respeito às normas de proteção de informações e dados vigentes no país, a fim de proteger a privacidade dos alunos e funcionários. Deverá ser ainda elaborado um protocolo de testagem para encaminhar as pessoas que apresentem sintomas ou que tenham sido expostas aos centros de testagem, conforme as diretrizes locais. A escola deve ter orientações claras que indiquem quando alunos e funcionários devem se submeter à quarentena ou ao isolamento, e quando estarão autorizados a retornar à escola. As escolas devem atualizar frequentemente seus planos conforme o número de casos e hospitalizações se altere nos arredores, e se preparar para novo fechamento se necessário, sem que haja longa interrupção no fornecimento do ensino e de outros serviços essenciais, como refeições e apoio aos alunos.

Para reduzir a transmissão nas escolas, é imprescindível que nenhum estudante, professor ou funcionário venha para a escola quando estiver doente. A instrução sobre os protocolos e sintomas da COVID-19 deve ser realizada por canais variados para assegurar que todos tenham acesso à informação (por exemplo, cartazes, folhetos, cartas, reuniões virtuais). Pode-se pedir diariamente aos pais que confirmem antes da entrada na escola que seu filho não está doente, e aos professores que reportem seus próprios sintomas. Os adultos da escola devem ser treinados para reconhecer os sintomas da COVID-19, e as escolas devem elaborar um plano para isolar as pessoas que os apresentem. Além disso, as escolas podem implementar a verificação de temperatura e quaisquer outras medidas (por exemplo, testar a capacidade de sentir cheiro) para identificação de casos em potencial. A política da escola quanto aos requisitos de frequência poderá ser alterada para retratar a gravidade da COVID-19.

Algumas pessoas podem ter que ficar em casa temporariamente em quarentena ou a longo prazo pelo alto risco de complicações em caso de infecção. As escolas devem implementar planos de apoio aos alunos, professores e funcionários que estejam estudando ou trabalhando de casa. Esse apoio pode incluir fornecimento de tecnologia, refeições e outros serviços de suporte normalmente disponíveis na escola.

As escolas podem implementar outras políticas para reduzir o risco. Por exemplo, visitantes não essenciais podem ser restritos para reduzir o risco de entrada de uma pessoa infectada no recinto escolar. As reuniões entre pais e professores, e as administrativas devem ser realizadas virtualmente. Pode haver necessidade de contratação pelas escolas de funcionários adicionais para a adaptação aos novos regimes de supervisão e limpeza, e para o ensino dos alunos em turmas menores.

Atividades como cantar, tocar um instrumento de sopro, gritar, ou respirar ofegantemente aumentam a emissão de partículas pelo sistema respiratório e portanto, aumentam o risco de transmissão. Transferir essas atividades para o ambiente externo, reduzir o tamanho dos grupos, manter o distanciamento físico entre os alunos e limpar frequentemente os ambientes são importantes estratégias de redução de risco. Atividades especialmente arriscadas devem ser realizadas online ou substituídas por alternativas mais seguras.

Estratégias devem ser implementadas para permitir acesso total dos alunos ao pátio e brinquedos do parquinho sem que haja redução no tempo do intervalo. Recomenda-se que os intervalos sejam escalonados para que os alunos de turmas diferentes continuem separados, mas com pleno acesso ao pátio durante o intervalo. As escolas podem escolher entre permitir que alunos da mesma classe brinquem juntos, ou promover o distanciamento físico (por exemplo, promover brincadeiras individuais ou jogos que não exijam proximidade física). As escolas podem aumentar a quantidade de equipamentos portáteis (como bolas, bambolês, etc) ou permitir que os alunos peguem alguns equipamentos emprestados para limitar seu compartilhamento. Embora o contato direto com equipamentos fixos (tais como trepa-trepa, balanços ou escorregadores) não seja uma importante rota de transmissão, devido à inativação do vírus pela luz solar, o aumento da supervisão, a lavagem das mãos antes e depois do intervalo, e a limpeza frequente dos equipamentos compartilhados são estratégias que reduzem o risco geral durante os intervalos para recreio.

Estar em contato próximo, respirar ofegantemente e compartilhar equipamentos aumentam o risco de transmissão de COVID-19, mas pode haver meios seguros de participar da prática esportiva. Esportes internos são mais arriscados que os externos, por isso precauções extras devem ser adotadas na prática de esportes internos, ou os jogos e atividades devem ser transferidos para a área externa sempre que possível. Os professores e técnicos devem permanecer sempre de máscara, e os jogadores devem usá-las quando possível (por exemplo, nos períodos de transição, no banco, etc.). Como sempre, o objetivo é reduzir o contato e manter distanciamento físico seguro entre as pessoas, por isso as aulas podem ser realizadas individualmente ou em grupos pequenos, e abraços, aglomerações e reuniões de equipe devem ser eliminados. Os campeonatos podem ser reduzidos, ou limitados aos times locais. O acúmulo de partículas carregadas de vírus decorrentes dos gritos deve ser reduzido pela instrução aos técnicos e restrição à torcida e espectadores.
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INFRA FM Talks | Leonardo Cozac, Diretor da Conforlab Engenharia Ambiental

Neste INFRA FM Talks vamos falar sobre um dos assuntos mais comentados do momento: “afinal, eu posso fazer uso do sistema de ar condicionado durante a pandemia?”. Quem responde essas e outras questões é o especialista na área, Diretor da Conforlab Engenharia Ambiental e Diretor de Operações e Finanças da ABRAVA, Leonardo Cozac.

 

 

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Como reduzir COVs dentro do seu edifício: Quem são eles e como controlá-los?

Principalmente nessa época de pandemia devido a COVID-19, a qualidade do ar interno é uma preocupação crescente para as empresas. Uma baixa QAI afeta a saúde e bem estar dos ocupantes do edifício. Os compostos orgânicos voláteis – COVs, liberados no ar a partir de fontes internas e externas, contribuem para a redução da QAI. O entendimento do que são os COVs, de onde eles vêm e como reduzi-los ajuda os gerente de operações, facilities managers e administradores prediais e demais interessadas a reduzir os efeitos negativos sobre a saúde dos trabalhadores e dos ocupantes. Vamos discutir a seguir em como reduzir os COVs.

O QUE SÃO COVS?
Os compostos orgânicos voláteis são substâncias químicas que apresentam alta pressão de vapor à temperatura ambiente. Isso significa que eles evaporam rapidamente no ar atmosférico, onde podem ser atraídos para os pulmões através da respiração humana.
Dentro dos ambientes, os COVs são emitidos a partir de tintas, produtos de limpeza, solventes e tinta de impressora, além de carpetes, cortinas e móveis. No exterior, os COV são emitidos a partir de veículos a motor e como resultado da construção civil e industrialização. Os COVs entram através das rachaduras e frestas e se espalham no ar pelos sistemas de climatização. Os níveis de temperatura e umidade podem aumentar a liberação de COV, o que afeta ainda mais a qualidade do ar interno.

EFEITOS NOCIVOS DOS COVS
A presença de níveis elevados de COV pode contribuir para a Síndrome do Edifício Doente – SED. Essa é uma condição na qual a má qualidade do ar interno afeta a saúde dos ocupantes do edifício. Os sintomas do SED incluem sangramentos nasais, tosse, falta de ar, dores de cabeça e fadiga. Esses sintomas diminuem ou desaparecem quando a pessoa sai do edifício.
Normalmente, os níveis de COV aumentam durante o dia em que os prédios de escritórios têm maior ocupação. Isso piora o problema do SBS. Condições insalubres de trabalho levam a redução de produtividade e aumento no absentismo dos funcionários, com grande impacto nos resultados financeiros das empresas. Isso torna o controle dos COVs importantes na prevenção do SED.

 

REDUZINDO COVS
Não é viável, ou mesmo possível, eliminar todas as fontes desses produtos químicos. Mas existem maneiras de reduzir os COVS.

✓ Escolha produtos químicos com baixo ou nenhum COV
Use tintas, produtos de limpeza e solventes com COV baixo ou zero. Armazene agentes de limpeza e outros produtos adequadamente para impedir que as emissões de COV espalhem pelos ambientes internos. Essas duas recomendações são cruciais na redução de COVs em edifícios.

✓ Comprar móveis de segunda mão ou com baixa emissão
Analise a possibilidade da compra de móveis de escritório usados em vez de novos, uma vez que a eliminação de gases de novos móveis ocorre nos primeiros anos de compra. Além de ser uma ação sustentável. Existem no mercado também diversos móveis com baixa emissão de COVS, considere essa possibilidade.

✓ Aumentar a limpeza
Aumente a frequência e eficiência na limpeza de tapetes, cortinas e estofados. Isso tem benefícios na redução de COV, além de impedir a formação e a propagação de mofo por todo o edifício. Consulte seu prestador de serviço de limpeza para discutir estratégias.

✓ Melhore a ventilação
Quanto melhor a ventilação do ambiente , melhor é a dissipação dos COVs no ar, melhorando a QAI. O sistema de climatização nem projetado, instalado e mantido é uma eficaz medida para renovação do ar interno. A instalação de frestas nas portas, a abertura das captações de ar externo e a instalação de sistemas de purificação como fotocatalise e filtros especiais do sistema de climatização, reduzem os níveis de COV. Implantar e manter atualizado o PMOC – Plano de Manutenção Operação e Controle dos sistemas de climatização também é importante.

 

COMO PODEMOS AJUDAR?

✓ Monitorar os níveis de COV
O monitoramento contínuo e em tempo real da qualidade do ar interno ajuda a identificar e gerenciar problemas com os COVs antes que possam afetar a saúde dos ocupantes do edifício. Instalamos sensores em zonas estratégicas em todo o edifício. Obtemos em tempo real dados sobre temperatura e umidade, compostos orgânicos voláteis totais (TVOC) e material particulado. O mais importante é que esses dados coletados são monitorados por profissionais treinados. Isso garante que a QAI atenda a todos os padrões estabelecidos pela ANVISA e ABNT.

 

✓ Realizar uma verificação de integridade do edifício
A Conforlab realiza uma verificação de “saúde” do edifício para avaliar as condições ambientais internas e solucionar qualquer problema de uma baixa QAI. Nosso Plano de Segurança da Qualidade do Ar Interno – PSQAI fornece aos gestores prediais informações para resolver os problemas do QAI rapidamente, com o mínimo de interrupção possível no fluxo de trabalho.

 

Para entrar em contato com a Conforlab com perguntas sobre como reduzir COVs e melhorar a qualidade do ar interno, ligue para (11) 5094-6280 ou envie um e-mail para contato@conforlab.com.br

Como reduzir COVs dentro do seu edifico

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