Qualidade do Ar – A Saúde e o desempenho acadêmico do estudante

Toda criança merece um ambiente de aprendizado saudável As crianças são naturalmente mais vulneráveis aos riscos ambientais porque seus corpos ainda estão em desenvolvimento. Condições ambientais precárias nas escolas, como limpeza deficiente ou ventilação insuficiente, podem causar sérios problemas de saúde às crianças. Há cada vez mais evidências de que a qualidade do ar interior (QAI) afeta diretamente a saúde e o desempenho acadêmico do estudante.1,2 A QAI refere-se às características do ar em ambientes internos, como níveis de poluentes, umidade, temperatura, etc., que afetam a saúde, o conforto e a capacidade de desempenho dos ocupantes. As medidas para melhorar a Q A I das escolas são fundamentais para melhorar a saúde e o desempenho acadêmico do estudante. Desenvolver o assunto com base em provas As evidências científicas há muito demonstram uma ligação entre QAI deficiente e efeitos à saúde respiratória, inclusive asma. Ficou demonstrado que problemas de manutenção nas escolas, como mofo e umidade ou uso excessivo de produtos de limpeza desencadeiam asma e alergias. Conforme o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a asma é uma das principais causas de faltas na escola.3 Diversos estudos mostraram que o desempenho geral das crianças diminui com as doenças ou as faltas nas escolas.4,5 A Evidência Científica aumenta As evidências quantitativas e qualitativas demonstram que a relação entre QAI e desempenho e produtividade estão mais sólidas. Estudos mostram que a melhor QAI aumenta a produtividade e melhora o desempenho de tarefas intelectuais, como concentração e memória, tanto em adultos como em crianças.6 Com isto, reforça-se a necessidade das escolas criarem planos de gestão de QAI, incluindo as medidas críticas de manutenção, como parte essencial de uma estratégia de desenvolvimento de educação. Comprovações da literatura científica As evidências científicas mostram que há áreas significativas nas quais as escolas podem agir para melhorar a QAI a fim de aprimorar a saúde e o desempenho dos alunos e dos funcionários da escola. De fato, um programa de manutenção estruturado é uma pedra angular no desempenho acadêmico e na QAI. Como gerenciar seu ambiente escolar apesar do baixo orçamento operacional Os conselhos escolares e os administradores geralmente consideram o orçamento de manutenção como ”orçamento especial” que pode ser cortado sem afetar as necessidades essenciais do programa acadêmico; entretanto, a literatura científica demonstra o contrário: • Saúde, assiduidade e desempenho acadêmico podem melhorar com o aprimoramento da manutenção.7, 8 • Escolas em melhores condições físicas mostram melhor desempenho acadêmico, enquanto que escolas com menos pessoal de serviços gerais e mais acúmulos de manutenção mostram desempenho acadêmico inferior.9 Os Efeitos da Ventilação do Ar na Saúde e no Desempenho As taxas de ventilação na maioria das escolas estão abaixo dos níveis recomendados.10 No entanto, assegurar as taxas de ventilação de ar adequadas em todas as salas de aulas pode: • Reduzir as faltas e a transmissão de doenças infecciosas.11 • Melhorar a saúde geral e a produtividade dos professores. • Melhorar os resultados dos testes e o desempenho na conclusão de tarefas intelectuais. 12, 13, 14, 15, 16, 17 Em um estudo, os alunos nas classes com taxas mais altas de ventilação de ar exterior apresentaram resultados 14 a 15% melhores nos testes padrão do que as crianças em salas de aula com taxas menores de ventilação de ar exterior.18 Além disso, garantir a limpeza das bandejas de drenagem e outros componentes do sistema de ar condicionado e aquecimento reduz a ocorrência de doenças nos ocupantes. Controlar mofo e umidade para reduzir sintomas de asma Umidade e mofo em casas, escritórios e escolas causa aumento significativo em diversos resultados de saúde relacionados a problemas respiratórios e asma.19, 20 • A asma é a principal causa de faltas nas escolas, o que dificulta o rendimento escolar. 21 • Os sintomas identificados entre os ocupantes de edifícios expostos a umidade ou mofo incluem: tosse, irritação da garganta, cansaço, dor de cabeça e respiração ruidosa. Estabeleça um Programa de Gestão de QAI Muitos programas escolares eficazes de gestão de QAI são implementados em conjunto com outros programas de saúde, como educação física, nutrição e serviços de aconselhamento. A implementação de estratégias de gestão de QAI, incluindo gestão de umidade, gestão integrada de pestes e ventilação adequada, ajuda a controlar os gatilhos ambientais e relaciona-se com a asma e outras iniciativas de saúde. A literatura sugere que a integração dos programas de saúde com um programa coordenado ou abrangente pode alcançar melhores resultados de aprendizado e saúde, permitindo que as escolas tenham melhor eficiência de recursos.1,2 Para saber mais sobre programas de gestão de QAI nas escolas, visite http://www.epa.gov/QAI/schools/.

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A água e as edificações – um problema resolvido?

A relação entre a água e o ser humano sempre foi uma questão de vida ou morte. Ao longo da história da humanidade a água sempre desempenhou um papel estratégico para o desenvolvimento. Por esse mesmo motivo a civilização humana surgiu no Fértil Crescente, uma pequena região banhada pelos rios Tigres, Eufrates e Nilo na Antiga Mesopotâmia. Uma constante para a sobrevivência das civilizações, a água na Antiguidade era essencial quanto a sua disponibilidade. Assim vemos as inovações de engenharia que possuem milhares de anos para garantir o seu acesso, tal como fez o Império Romano com a construção de enormes aquedutos levando água  para os seus centros urbanos ou os baolis indianos, poços semi-artesianos monumentais. A falta de água poderia ser catastrófica e não é à toa que até hoje nós brasileiros, tão distantes, temos em nosso imaginário os principais mananciais de água europeus (Tamisa-Londres, Sena-Paris, Tejo-Lisboa, Danúbio-Viena).

 

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