A água e as edificações – um problema resolvido?

A relação entre a água e o ser humano sempre foi uma questão de vida ou morte. Ao longo da história da humanidade a água sempre desempenhou um papel estratégico para o desenvolvimento. Por esse mesmo motivo a civilização humana surgiu no Fértil Crescente, uma pequena região banhada pelos rios Tigres, Eufrates e Nilo na Antiga Mesopotâmia. Uma constante para a sobrevivência das civilizações, a água na Antiguidade era essencial quanto a sua disponibilidade. Assim vemos as inovações de engenharia que possuem milhares de anos para garantir o seu acesso, tal como fez o Império Romano com a construção de enormes aquedutos levando água  para os seus centros urbanos ou os baolis indianos, poços semi-artesianos monumentais. A falta de água poderia ser catastrófica e não é à toa que até hoje nós brasileiros, tão distantes, temos em nosso imaginário os principais mananciais de água europeus (Tamisa-Londres, Sena-Paris, Tejo-Lisboa, Danúbio-Viena).

Entretanto, mais adiante, não apenas a ciência e a medicina avançaram, mas também a forma como os homens se organizam. Em certa parte, não apenas a industrialização nos trouxe usos da água até então inéditos (vapor para força motriz, água como transporte de calor, gelo para preservação de alimentos, represas para geração de energia elétrica) como também organizações urbanas completamente novas. Em algum ponto no século XIX, a simples aglomeração de pessoas em um espaço restrito (como as cidades) criou uma mudança qualitativa (da cidade a metrópole) que demandou novas formas de lidar com a manutenção material da existência humana. É assim que nascem novos paradigmas.

A cólera foi uma das primeiras doenças que o homem estabeleceu uma clara associação com a água, assim se seguiu a febre tifoide, diarreias e tantos outras doenças de origem hídrica. E dessa forma, o século XIX inventou o saneamento básico, uma visão de gestão da água baseada em sua qualidade e que não se bastava na sua mera disponibilidade. Assim, tanto a água disponível deveria ser isenta de patógenos, como ela também se tornou essencial para levar os dejetos e subprodutos da atividade humana para longe do contato diário da população urbana.

Já se fazem mais de cem anos que se estabeleceu o paradigma do saneamento e o século XX nos trouxe inúmeras outras novidades e problemas – e também novos paradigmas? Entre essas novidades temos a constatação de que toda e qualquer atividade humana traz consigo um risco para a existência da própria humanidade. Uma constatação que se aperfeiçoou e se alçou aos modernos conceitos de sustentabilidade. Como manter o desenvolvimento humano em um equilíbrio com os riscos que ele mesmo apresenta? Apenas em 1987 a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento promovida pela ONU publicou oNosso Futuro Comum definindo: “desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.

Desse ponto em 1987 em diante, diversas tentativas de responder essa questão foram elaboradas, das quais os Green Buildings vieram como alternativas para reduzir os impactos do desenvolvimento do ser humano no seu habitat por excelência: as edificações. A redução do impacto de uma edificação, seja na sua construção quanto na sua operação, teriam três frentes: redução de impactos ao ambiente, redução dos impactos na saúde dos ocupantes e comunidade e, não menos importante, a viabilidade econômica – o tripé da sustentabilidade articulado por John Elkington: planeta, pessoas e produtividade (no original, people, planet, profit).

Quanto a água, elemento essencial para o desenvolvimento e permanência humana, o enfoque se encontra, já desde o início da discussão sobre a sustentabilidade, na sua preservação. Preservação deste recurso pela adoção de um consumo racional, em que o desperdício é o inimigo a ser derrotado. Surge assim o imperativo da preservação da água no meio ambiente (redução de impactos nos mananciais) e na eficiência do seu uso no interior das edificações (redução de custos). Sendo assim, um Green Building pode chegar a ter um consumo de água inúmeras vezes menor do que uma edificação tradicional (chegando inclusive a edificações com zero de consumo externo de água).

Entretanto, chegou o momento de avançar um pouco mais. Entre as novidades do século XX, há outra que não mencionamos: alcançado o objetivo sanitário, outros males associados a água tiveram a oportunidade de se descobrir. O ano de 1976 foi a trágica inauguração da nossa percepção desses males. Neste ano ocorreu o primeiro surto de Legionella documentado com a morte de 32 pessoas e outras 220 gravemente adoecidas. A Legionella (responsável pela pneumonia conhecida como Mal dos Legionários), assim como a Pseudomonas (bactéria que causa infecções cutâneas que podem ser fatais), a Micobactéria (responsável também por pneumonias) e diversos outros agentes patógenos, são atualmente conhecidas como Patógenos Oportunistas de Sistemas Prediais de Água (OPPP na sigla em inglês). Estes são microrganismos que se desenvolvem tipicamente em sistemas de água prediais abastecidos ou não com água potável (incluindo também sistemas de água para resfriamento, irrigação, ornamental, etc.) e que são capazes de gerar sérias infecções por vias não tradicionais, como a aspiração de gotículas de água ou contato da água pela pele e mucosas.

Um estudo inédito recente trouxe dados bastante preocupantes (Survey of Green Building Water Systems Reveals Elevated Water Age and Water Quality Concerns). Green Buildings tendem a estar ainda mais contaminados por esses microrganismos oportunistas do que edificações tradicionais. Neste artigo são apresentadas avaliações de parâmetros essenciais da água em edificações, como temperatura, residual de desinfetante, tempo de recuperação de residual de desinfetante, tempo de residência da água e marcadores genéticos de OPPPs. Todos os edifícios verificados apresentaram resultados insatisfatórios: tempo de residência da água variou de 8 dias para quase 6 meses (o recomendável para controle de microrganismos é de no máximo 72 horas), residual de cloro nulo nos pontos de consumo, temperaturas em faixas ideais de desenvolvimento de microrganismos patógenos. Por sua vez, os marcadores genéticos de bactérias chegaram a estar de 100 a 10.000 vezes mais concentrados do que o verificado em edificações convencionais. Também, vale mencionar, o que já é de conhecimento a pelo menos 10 anos, que torneiras automáticas e aeradores (largamente utilizadas para redução do consumo da água) tendem a se transformar em criadouros de microrganismos em uma taxa muito mais rápida e concentrada do que torneiras e registros convencionais.

Neste ponto se faz necessário ressaltar que esses OPPPs não são exclusivos de Green Buildings. Certamente todo e qualquer sistema de água se apresenta, em maior ou menor grau, contaminados. O que esse estudo trouxe foi uma perspectiva na relação a essas contaminações típicas de sistemas de água prediais (potáveis ou não) com os atuais Green Buildings. Acrescentamos também, que esses problemas são típicos de locais já desenvolvidos e com o saneamento básico garantido. Por isso, de certa forma, são problemas que apareceram apenas no século XX (enquanto que esses microrganismos existem há milhões de anos). Ainda assim, mesmo o Brasil que não possui 100% da população atendida por um sistema de saneamento básico, calcula-se que por volta de 6 a 8 mil pessoas morrem anualmente em decorrência da bactéria Legionella.

Gostaria de frisar também que esses microrganismos não são controlados ou reduzidos da mesma forma que tradicionalmente se tratou a água com a eliminação de coliformes e demais microrganismos nocivos ao trato digestivo. O paradigma do controle de qualidade da água baseado em análises laboratoriais e na desinfecção não conseguem captar problemas resultantes da recolonização da água dentro dos sistemas prediais. Uma análise de água leva em média 20 dias para fornecer um resultado, nesse meio tempo a água contaminada já foi consumida por inúmeras pessoas.

Apesar do cenário parecer desesperador, novas técnicas surgiram nas últimas décadas para se lidar com esses problemas. Na impossibilidade de uma mera eliminação desses microrganismos é necessária uma ferramenta metodológica para avaliação e gerenciamento dos riscos apresentados pela água dentro das edificações. Focando nas concessionárias de água, a Organização Mundial da Saúde desenvolveu uma metodologia para superar o paradigma sanitário – esse método é conhecido e divulgado sob o nome de Plano de Segurança da Água. Atualmente esse plano é reconhecido e obrigatório para todos que produzem e distribuem água no Brasil por força da Portaria do Ministério da Saúde 2914 de 2011.

Adaptando essa ferramenta para a realidade do nosso habitat artificial (as edificações) incorporamos, para além da ingestão, os riscos relacionados à aspiração e contato com a água no que batizamos de Plano de Segurança da Água para Edificações e Indústrias. Assim como todo Plano de Segurança da Água, cada plano deve ser realizado para uma edificação ou indústria específica e não pode ser aplicada em outros locais. Traz também desafios diferentes do Plano de Segurança da Água utilizado por concessionárias. Em primeiro lugar porque as edificações e indústrias possuem a água como um insumo entre vários outros – a qualidade da água não é a sua atividade fim. Sendo assim, o Plano de Segurança da Água para Edificações e Indústrias possui uma concepção compreensiva e preventiva para ações, tratamento, controles, monitoramentos, processos e atividades como o foco na saúde humana. O objetivo, assim, é instaurar um gerenciamento da água para que ela seja, idealmente em tempo integral, consumida de forma segura ou com seus riscos controlados e monitorados em níveis aceitáveis.

Assim como a água ao longo do tempo demandou técnicas e métodos cada vez mais sofisticados para contornar seus riscos (seja o risco de sua falta como também o da manutenção adequada da sua segurança), nós também aperfeiçoamos a forma de criar e vivermos em nosso habitat, tendo os Green Buildings como expressão disso. Assim, como conciliar as avançadas tecnologias de preservação da água com os riscos que elas trazem para as pessoas? O habitat é sempre hostil à vida, mas frisamos que o habitat humano é completamente artificial. Somos nós que fazemos o ambiente que vivemos. Qual o sentido de mantê-lo com riscos conhecidos e previsíveis? Cremos que o Plano de Segurança da Água é uma parcela importante para ajudar a responder essas inquietações e assim, quem sabe, os Green Buildings poderão – assim como fazem em áreas essenciais – também superar as edificações tradicionais quanto aos riscos à saúde humana provenientes da água.

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Como a legislação brasileira, o mercado e clientes estão se comportando a respeito da qualidade ambiental interna do ar

Desde 1998 quando faleceu o então ministro das comunicações Sérgio Mota, o assunto de qualidade do ar interno (QAI) ganhou projeção nacional com novas legislações, normas técnicas e exposição na mídia. Novos produtos e serviços chegaram ao mercado brasileiro para atender ao conceito de cuidar do ar do local onde passamos mais de 85% de nosso tempo era um assunto importante. Passados quase duas décadas o conceito de QAI se ampliou no mercado em geral, nos clientes, governo e profissionais do mercado.

 

Raros são os profissionais administradores de serviços, ou facilities, que não conhecem o assunto ou já tem em seu budget verba prevista para análises da qualidade do ar, manutenção de sistemas de ar condicionado, substituição de filtros, limpeza especializadas de carpetes, controle de produtos químicos utilizados no ambiente, entre outras ações necessárias para uma melhor QAI. Nas principais capitais do pais já vemos corpo de fiscalização exigindo das empresas ações de melhoria do ar interno.

 

Na cidade de São Paulo, os principais shoppings centers, hotéis, call centers entre outros locais de grande concentração de pessoas tem sido inspecionado rotineiramente, sendo obrigados a cumprir a legislação em vigor, passiveis a penalidades e multas. O Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre já tem ações similares. Ainda é pouco se comparado ao número de ambientes fechados de uso público e coletivo no pais.

 

O mercado de QAI já possui diversas empresas especializadas, com produtos e serviços alinhados as últimas tecnologias mundiais considerado amigáveis de um ambiente saudável. Destaco produtos e serviços como: – sistema de monitoramento remoto; – análise da qualidade do ar; – limpeza e higienização de sistemas de ar condicionado; – limpeza especializada de carpetes e superfícies; – tecnologia de fotocatálise; – filtros de ar mais eficientes; – materiais de revestimento (Ex. tintas especiais) e limpeza com baixa emissão de COVs.; Além disso não faltam normas técnicas e procedimentos definidos que orientam aos profissionais responsáveis por ambientes fechados orientações de como cuidar do ar ambiental. Na NBR 16.401 da ABNT que trata de projetos de climatização de sistemas de ar condicionado já existe um capitulo exclusivo sobre QAI.

 

O cliente ainda é o grande player que precisa evoluir dentro desse tema de QAI. Há muita falta de conscientização. Como ele não tem a consciência da importância de se ter uma boa qualidade do ar ambiental interior, o cliente sempre quer comprar pelo mais barato (e quem não quer?). Um exemplo simples é o caso do sistema de ar condicionado do tipo split que representa mais de 90% do sistema vendido no Brasil em 2014. O custo de instalação é baixo se comparado a um sistema central, por exemplo. Porém, no sistema Split convencional não há previsão de dois itens fundamentais para uma boa QAI. Renovação e filtragem do ar. Em países desenvolvidos, como Estados Unidos, por exemplo, as residências utilizam sistemas centrais, onde existe a possibilidade de se ter uma captação do ar externo que irá permitira renovação do ar, diluindo possíveis contaminantes internos, além de um sistema de filtragem eficiente. Filtros de ar são vendidos em supermercados nesses países (foto). Não precisa de leis ou fiscalizações nessas casas, apenas conscientização da importância. filtros Foto de filtros em prateleira de supermercado nos EUA.

Algumas pequenas ações de conscientização no Brasil começam a aparecer em ambientes públicos. Alguns shoppings na cidade de São Paulo já informam a seus clientes que o ar daquele ambiente é mantido dentro da legislação federal em vigor. carbonomonitorhigienopolis Informativo aos usuários da qualidade do ar interno em shopping centers em São Paulo. Quanto mais os clientes entenderem que uma boa qualidade do ar interna traz retorno financeiro com aumento de produtividade de seus colaboradores nas dependências de suas empresas, mais será investido nesse tema. Estudos mostram que para cada Real (R$) investido em uma boa QAI, de R$ 3,00 a R$ 5,00 retornam a empresa na figura de redução de absenteísmo (faltas), aumento de produtividade e redução de custos médicos. Um sistema de ar condicionado central pode ter um custo inicial de instalação maior, mas o retorno desse investimento é rápido.

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Qualidade do Ar – A Saúde e o desempenho acadêmico do estudante

Toda criança merece um ambiente de aprendizado saudável As crianças são naturalmente mais vulneráveis aos riscos ambientais porque seus corpos ainda estão em desenvolvimento. Condições ambientais precárias nas escolas, como limpeza deficiente ou ventilação insuficiente, podem causar sérios problemas de saúde às crianças. Há cada vez mais evidências de que a qualidade do ar interior (QAI) afeta diretamente a saúde e o desempenho acadêmico do estudante.1,2 A QAI refere-se às características do ar em ambientes internos, como níveis de poluentes, umidade, temperatura, etc., que afetam a saúde, o conforto e a capacidade de desempenho dos ocupantes. As medidas para melhorar a Q A I das escolas são fundamentais para melhorar a saúde e o desempenho acadêmico do estudante. Desenvolver o assunto com base em provas As evidências científicas há muito demonstram uma ligação entre QAI deficiente e efeitos à saúde respiratória, inclusive asma. Ficou demonstrado que problemas de manutenção nas escolas, como mofo e umidade ou uso excessivo de produtos de limpeza desencadeiam asma e alergias. Conforme o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a asma é uma das principais causas de faltas na escola.3 Diversos estudos mostraram que o desempenho geral das crianças diminui com as doenças ou as faltas nas escolas.4,5 A Evidência Científica aumenta As evidências quantitativas e qualitativas demonstram que a relação entre QAI e desempenho e produtividade estão mais sólidas. Estudos mostram que a melhor QAI aumenta a produtividade e melhora o desempenho de tarefas intelectuais, como concentração e memória, tanto em adultos como em crianças.6 Com isto, reforça-se a necessidade das escolas criarem planos de gestão de QAI, incluindo as medidas críticas de manutenção, como parte essencial de uma estratégia de desenvolvimento de educação. Comprovações da literatura científica As evidências científicas mostram que há áreas significativas nas quais as escolas podem agir para melhorar a QAI a fim de aprimorar a saúde e o desempenho dos alunos e dos funcionários da escola. De fato, um programa de manutenção estruturado é uma pedra angular no desempenho acadêmico e na QAI. Como gerenciar seu ambiente escolar apesar do baixo orçamento operacional Os conselhos escolares e os administradores geralmente consideram o orçamento de manutenção como ”orçamento especial” que pode ser cortado sem afetar as necessidades essenciais do programa acadêmico; entretanto, a literatura científica demonstra o contrário: • Saúde, assiduidade e desempenho acadêmico podem melhorar com o aprimoramento da manutenção.7, 8 • Escolas em melhores condições físicas mostram melhor desempenho acadêmico, enquanto que escolas com menos pessoal de serviços gerais e mais acúmulos de manutenção mostram desempenho acadêmico inferior.9 Os Efeitos da Ventilação do Ar na Saúde e no Desempenho As taxas de ventilação na maioria das escolas estão abaixo dos níveis recomendados.10 No entanto, assegurar as taxas de ventilação de ar adequadas em todas as salas de aulas pode: • Reduzir as faltas e a transmissão de doenças infecciosas.11 • Melhorar a saúde geral e a produtividade dos professores. • Melhorar os resultados dos testes e o desempenho na conclusão de tarefas intelectuais. 12, 13, 14, 15, 16, 17 Em um estudo, os alunos nas classes com taxas mais altas de ventilação de ar exterior apresentaram resultados 14 a 15% melhores nos testes padrão do que as crianças em salas de aula com taxas menores de ventilação de ar exterior.18 Além disso, garantir a limpeza das bandejas de drenagem e outros componentes do sistema de ar condicionado e aquecimento reduz a ocorrência de doenças nos ocupantes. Controlar mofo e umidade para reduzir sintomas de asma Umidade e mofo em casas, escritórios e escolas causa aumento significativo em diversos resultados de saúde relacionados a problemas respiratórios e asma.19, 20 • A asma é a principal causa de faltas nas escolas, o que dificulta o rendimento escolar. 21 • Os sintomas identificados entre os ocupantes de edifícios expostos a umidade ou mofo incluem: tosse, irritação da garganta, cansaço, dor de cabeça e respiração ruidosa. Estabeleça um Programa de Gestão de QAI Muitos programas escolares eficazes de gestão de QAI são implementados em conjunto com outros programas de saúde, como educação física, nutrição e serviços de aconselhamento. A implementação de estratégias de gestão de QAI, incluindo gestão de umidade, gestão integrada de pestes e ventilação adequada, ajuda a controlar os gatilhos ambientais e relaciona-se com a asma e outras iniciativas de saúde. A literatura sugere que a integração dos programas de saúde com um programa coordenado ou abrangente pode alcançar melhores resultados de aprendizado e saúde, permitindo que as escolas tenham melhor eficiência de recursos.1,2 Para saber mais sobre programas de gestão de QAI nas escolas, visite http://www.epa.gov/QAI/schools/.

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A água e as edificações – um problema resolvido?

A relação entre a água e o ser humano sempre foi uma questão de vida ou morte. Ao longo da história da humanidade a água sempre desempenhou um papel estratégico para o desenvolvimento. Por esse mesmo motivo a civilização humana surgiu no Fértil Crescente, uma pequena região banhada pelos rios Tigres, Eufrates e Nilo na Antiga Mesopotâmia. Uma constante para a sobrevivência das civilizações, a água na Antiguidade era essencial quanto a sua disponibilidade. Assim vemos as inovações de engenharia que possuem milhares de anos para garantir o seu acesso, tal como fez o Império Romano com a construção de enormes aquedutos levando água  para os seus centros urbanos ou os baolis indianos, poços semi-artesianos monumentais. A falta de água poderia ser catastrófica e não é à toa que até hoje nós brasileiros, tão distantes, temos em nosso imaginário os principais mananciais de água europeus (Tamisa-Londres, Sena-Paris, Tejo-Lisboa, Danúbio-Viena).

 

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