Estudo de caso de monitoramento da qualidade do ar interno

Você sabe a importância de fazer análise periódica da qualidade do ar interno climatizado?

Nesse artigo apresentamos um estudo de caso de um edifício comercial localizado na Zona Sul de São Paulo, onde as análises da qualidade do ar interno realizadas semestrais conforme definido na Resolução 09 de 16 de janeiro de 2003 da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ajudaram na solução de um problema ambiental que não havia sido diagnosticado no dia a dia a operação predial.

Estamos falando de um edifício comercial de alto padrão, categoria “Triple A”, de 28.359m² com 15 pavimentos de escritórios, com lajes de 2.067 e 2.130m². Com 05 anos de uso, multiuso, projeto edifício é pré-certificado nível Gold com o selo “LEED® for Core & Shell”. Possui ainda 04 subsolos de estacionamento.

Em uma rotina de amostragem da qualidade do ar interno, a equipe de manutenção predial observou pelo 2º semestre consecutivo resultados de medição de dióxido de carbono (CO2) acima do limite de 1.000 ppm definido da Resolução 09 da ANVISA. Esse fato ocorreu em 76% dos ambientes avaliados.

Normalmente excesso de CO2 está relacionado a ineficiente renovação do ar interno em relação ao número de pessoas no local.

A primeira hipótese analisada era se as tomadas de ar externo do sistema de climatização estavam aberta no momento das amostragens. Essa situação foi confirmada, inclusive pois o edifício é dotado de sistema de automação com sensor de CO2 para abertura em caso de valores acima dos limites. Os dados mostravam que o sistema de renovação de ar estavam trabalhando constantemente 100% abertos. 

Se não era um problema de tomada de ar externo fechado, foi analisada uma 2ª hipótese em relação ao número de pessoas presentes nos locais avaliados. Foi identificado que em 02 pavimentos, a população fixa estava acima do estabelecido na convenção do condomínio.

Mesmo com essa situação verificada, o número de pavimentos com não conformidade era bem superior ao número de pavimentos com excesso de pessoas. Ou seja, não era esse o fator preponderante na contaminação ambiental do edifício. 

Com o auxílio de um equipamento portátil de medição de CO2, nos dirigimos a sala de máquina localizada na cobertura do prédio, verificar o comportamento do nível de dióxido de carbono ao longo do sistema de climatização. 

Já nas primeiras medições feitas, dentro da sala de máquinas, na face interna da tomada de ar externo (dentro da edificação), o nível de CO2 apresentou resultado acima do esperado, em torno de 700 ppm. Sabemos que o ar atmosférico oscila na faixa de 400 a 600 ppm, ou seja, ter um ar de entrada no prédio acima de 700 mostrava que tinha algo errado. A próxima medição (Foto 1) foi feita na face externa da tomada de ar externo, ao ar livre na cobertura do prédio. E o resultado obtido de CO2 foi muito similar a medição realizada internamente. 

 

Foto 1 – Medição face externa da T.A.E
Foto 2 -Medição de CO2 ao ar livre

 

A 3ª medição (Foto 2) foi realizada também ao ar livre na cobertura do prédio, cerca de 4 metros afastado da tomada de ar externo. O resultado obtido foi dentro do esperado para um ambiente ao ar livre em torno de 400 ppm de CO2

Ou seja, havia alguma fonte de contaminação perto da fachada do prédio que aumentava em muito o nível de dióxido de carbono na captação do ar exterior. 

Foi observado o entorno da fachada do prédio à procura de alguma fonte de poluição que estivesse gerando esse incremento de CO2 naquela região. 

Logo foi observada a descarga de ar do duto proveniente da roda entalpica, sistema de recuperação de energia (Ilustração 01), que faz a exaustão do ar interno com a insuflação de ar novo, com objetivo de reduzir o consumo de energia do sistema de climatização.

Ilustração 01 – Roda Entalpica

Como era de se esperar, a medição no nível de CO2 na saída da exaustão do sistema de recuperação de energia era elevado, em torno de 900 ppm. Estava assim identificada a origem da fonte poluente. 

Na fachada do edifício, onde se encontra a captação de ar externo do sistema de climatização, criava-se uma zona de ar contaminado (Foto 03), com alta concentração de dióxido de carbono e provavelmente outros contaminantes que não estavam sendo monitorados.

 

 

A solução indicada para esse sistema é a captação do ar externo em ponto distinto daquele local. Foi recomendada a contratação de um consultor em sistemas de climatização para fazer um projeto do melhor local. Enquanto esse novo sistema de captação de ar não for instalado, foi recomendado desligar o sistema de recuperação de energia. O impacto financeiro na produtividade das pessoas das empresas, devido à baixa qualidade do ar interno, está sendo muito superior a economia de energia elétrica obtida. 

Foto 03 – Zona de ar contaminado

 

A população daquele local, estimada em 25.000 pessoas, estava respirando um ar de baixa qualidade, gerando perda de produtividade, aumento de absenteísmo e custas médicas. 

Essa situação só foi descoberta com a existência das análises rotineiras da qualidade do ar interno, conforme determinado pela Resolução da ANVISA. Como não conseguimos ver o ar que respiramos, essa abordagem da ANVISA de análises periódicas é fundamental para redução de riscos à saúde da população. 

Outra abordagem seria as edificações de uso público e coletivo terem um plano de segurança da qualidade do ar interno, onde seriam avaliados os riscos, elaborados planos de ação e acompanhamento para verificação do ar interno. Recentemente foi publicada norma de qualidade ISO 16:000-40 de gestão da qualidade do ar interno, abordando exatamente essa solução. 

 

Artigo elaborado por Leonardo Cozac, engenheiro civil e segurança do trabalho, consultor com certificado internacional especialista em qualidade do ar interno.

Sócio Diretor da Conforlab Engenharia Ambiental.

www.conforlab.com.br

 

Estudo de caso de monitoramento da qualidade do ar interno

 

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This Inexpensive Action Lowers Hospital Infections And Protects Against Flu Season

Harvard Medical School graduate and lecturer, Stephanie Taylor, is something of an Indiana Jones of medicine. She’s a determined scientist who can’t seem to sit still. Along with a resume full of accolades and publications, she’s a skydiver with 1,200 jumps. She solves haunting medical mysteries. “Anything that seems scary, I say I need to learn more about that,” she explained in a recent interview.

Picornavirus (picornavirid), responsible for: Colds, gastroenteritis, poliomyelitis and meningitis. Image made from a transmission electron microscopy view. (Photo by: Cavallini James/BSIP/Universal Images Group via Getty Images)UNIVERSAL IMAGES GROUP VIA GETTY IMAGES

While practicing pediatric oncology at a major teaching hospital, Taylor wondered why so many of her young patients came down with infections and the flu, despite the hospital’s herculean efforts at prevention. Her hunch: the design and infrastructure of the building contributed somehow.

Dr. Taylor embarked on a quest to find out if she was right. First, the skydiving doctor made a career jump: She went back to school for a master’s in architecture, and then began research on the impact of the built environment on human health and infection. Ultimately, she found a lost ark.

She and colleagues studied 370 patients in one unit of a hospital to try to isolate the factors associated with patient infections. They tested and retested 8 million data points controlling for every variable they could think of to explain the likelihood of infection. Was it hand hygiene, fragility of the patients, or room cleaning procedures? Taylor thought it might have something to do with the number of visitors to the patient’s room.

While all those factors had modest influence, one factor stood out above them all, and it shocked the research team. The one factor most associated with infection was (drum roll): dry air. At low relative humidity, indoor air was strongly associated with higher infection rates. “When we dry the air out, droplets and skin flakes carrying viruses and bacteria are launched into the air, traveling far and over long periods of time. The microbes that survive this launching tend to be the ones that cause healthcare-associated infections,” said Taylor. “Even worse, in addition to this increased exposure to infectious particles, the dry air also harms our natural immune barriers which protect us from infections.”

Since that study was published, there is now more research in peer-reviewed literature observing a link between dry air and viral infections, such as the flu, colds and measles, as well as many bacterial infections, and the National Institutes of Health (NIH) is funding more research. Taylor finds one of the most interesting studies from a team at the Mayo Clinic, which humidified half of the classrooms in a preschool and left the other half alone over three months during the winter. Influenza-related absenteeism in the humidified classrooms was two-thirds lower than in the standard classrooms—a dramatic difference. Taylor says this study is important because its design included a control group: the half of classrooms without humidity-related intervention.

Scientists attribute the influence of dry air to a new understanding about the behavior of airborne particles, or “infectious aerosol transmissions.” They used to assume the microbes in desiccated droplets were dead, but advances in the past several years changed that thinking. “With new genetic analysis tools, we are finding out that most of the microbes are not dead at all. They are simply dormant while waiting for a source of rehydration,” Taylor explained. “Humans are an ideal source of hydration, since we are basically 60% water. When a tiny infectious particle lands on or in a patient, the pathogen rehydrates and begins the infectious cycle all over again.”

These findings are especially important for hospitals and other health settings, because dry air is also associated with antibiotic resistance, which can devastate whole patient populations. Scientists now believe resistant organisms do not develop only along the Darwinian trajectory, where mutated bacteria produce a new generation of similarly mutated offspring that can survive existing antibiotics. Resistant pathogens in infectious aerosols do not need to wait for the next generation, they can instantly share their resistant genes directly through a process called horizontal gene transfer.

According to her research, and subsequent studies in the medical literature, the “sweet spot” for indoor air is between 40% and 60% relative humidity. An instrument called a hygrometer, available for about $10, will measure it. Every hospital, school, and home should have them, according to Taylor, along with a humidifier to adjust room hydration to the sweet spot.

Operating rooms, Taylor notes, are often kept cooler than other rooms to keep gown-wearing surgical staff comfortable. Cool air holds less water vapor than warm air, so condensation can more easily occur on cold, uninsulated surfaces. Consequently, building managers often turn humidifiers off instead of insulating cold surfaces. This quick fix can result in dry air, and Taylor urges hospitals to bring the operating room’s relative humidity up, even when it is necessary, to maintain a lower temperature. Taylor’s research suggests this reduces surgical site infections.

Taylor travels the country speaking with health care and business groups to urge adoption of the 40%–60% relative humidity standard. And she practices what she preaches. “My husband has ongoing respiratory problems and had at least one serious illness each winter. Ever since we started monitoring our indoor relative humidity and keeping it around 40%, even when using our wood stove, he has not been sick. Our dogs also love it because they do not get static electricity shocks when being petted in the wintertime!”

The bad news is that it takes on average of 17 years for scientific evidence to be put into medical practice, according to a classic study. The good news is that Taylor is on the case, and she’s on a crusade against the destruction of bacteria and viruses. She’s not waiting 17 years. Jock, start the engine.

Fonte: Forbes

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Como quantificar os impactos financeiros de um ambiente saudável?

É senso comum que trabalhar em ambientes que proporcionem os mais diversos tipos de conforto tendem a ter rendimentos individuais e coletivos superiores a ambientes que não disponham desta qualidade.  A grande questão é como quantificar este acréscimo de rendimento em termos que seja possível avaliar financeiramente o retorno do investimento como fazemos, por exemplo, com questões relacionadas a energia.  A intuição nos diz que o investimento vale a pena, mas é muito difícil vender esta ideia sem ter como avaliar em planilhas ou similares os impactos financeiros de construção ou retrofit para atendimento destas necessidades.

Quando falamos em qualidade de ambientes interiores (IEQ), estamos focando em diversos aspectos tais como qualidade de iluminação, qualidade de materiais aplicados, nível de potência sonora, ergonomia, qualidade de ar interior, velocidades de ar, etc.  A maior parte do investimento nestes quesitos costuma apresentar custos iniciais superiores aos investimentos de referência de mercado destes requisitos.

Para cobrir algumas destas lacunas, nos últimos anos foram lançadas diversas certificações de construções que de alguma forma tornavam estes investimentos em pré-requisitos e, desta forma, os tornavam praticamente obrigatórios.  Por exemplo, a certificação LEED possui diversos pré-requisitos ligados a IEQ e diversos créditos que exigem níveis mínimos a serem cumpridos, de forma análoga, todas as demais certificações como  AQUA e BREAM,  têm seus mecanismos de garantia para prever níveis mais altos de IEQ que os edifícios referência de mercado.

Com a evolução de mercado foram aparecendo certificações especificas ligadas a IEQ como, por exemplo, a certificação WELL ou HBC (Healthy Building Certificate) que trabalham focadas em aspectos ligados às condições ambientais no trabalho.  Assim como certificações que têm como foco o impacto das condições de IEQ no ambiente interno e suas interações e integrações com a vizinhança, como o Living Building Challenge.

Através de todas estas realidades estamos nos familiarizando com termos como footprint (pegada) que deixamos durante o uso de nossas edificações e o impacto que este uso causa no meio ambiente, assim como as instalações podem causar impactos no ser humano que as habita.  Este é o ponto de partida para entendermos quais são as nossas metas e objetivos para interagir os ambientes externo e interno das edificações.

Com relação ao ambiente interno e suas implicações financeiras vamos nos guiar por alguns dados levantados pelo Dr. Joe Allen e sua equipe da Universidade de Harvard, em colaboração com o EPA (Environmental Protection Agency – Agência de Proteção Ambiental estadunidense).  Os dados colhidos na América do Norte representam números que não são muito diferentes dos nossos e servem como base para nossa conceituação.  Nós passamos aproximadamente 90% do nosso tempo em ambientes fechado,s seja moradia, trabalho ou em atividades de lazer ou cotidianas.   Com relação aos ambientes de trabalho temos uma relação de custos entre operação e custos com colaboradores de um para nove, ou seja, 90% dos custos ligados a uma edificação são relacionados ao capital humano e 10% a custos operacionais da edificação, incluindo custos com energia.  Obviamente estes números são nos EUA e têm algumas diferenças em relação aos nossos, mas para o desenvolvimento deste artigo vamos relevá-los.

A ideia é que mesmo sendo uma parcela significativamente maior dos custos, como não há métricas financeiras para cálculos de retorno, a única ferramenta de convencimento do investidor é o bom senso e, convenhamos, muitas vezes não há como tomar este caminho e grandes oportunidades são desperdiçadas.

Os estudos da Equipe do Dr. Joe Allen do HPSH da Universidade de Harvard

Para buscar maneiras de quantificar o valor financeiro de investimentos em IEQ diversos estudos estão sendo feitos por variados institutos e universidades e temos, a seguir, algumas informações sobre esses estudos.  A Universidade de Harvard está realizando um estudo liderado pelo Dr. Joe Allen para desenvolver métricas e considerações sobre o impacto dos Green Buildings nas funções cognitivas dos seres humanos.

No gráfico 1 podemos ver as diferenças de respostas cognitivas em variadas situações relacionadas a edificações convencionais, edificações certificadas e edificações com elevadas interações de IEQ.  (Figura pag 33 pdf Harvard )

O resultado mostra como se comportam os domínios cognitivos e como o ambiente os influencia, com estes dados é possível avaliar o potencial de acréscimo de produtividade relacionado aos investimentos a serem considerados.   O resultado acima é de 2015 e de lá para cá foram levantados dados para tornar estes resultados mais acurados.  Para obtenção destes dados foram observados em um primeiro momento trabalhadores em condições monitoradas em laboratório na Universidade de Siracuse (taxa de renovação de ar, índice de CO2 e VOC) e, em um segundo momento, trabalhadores em seus postos de trabalho em dez diferentes edifícios.   Em números absolutos o ganho de desempenho foi de aproximadamente 26% em edificações certificadas em relação a edifícios convencionais, sem contar índices de absenteísmo relacionados a ocupação de edifícios doentes; adicionalmente foi realizada pesquisa que demonstra que a qualidade do sono em ocupantes de edificações certificadas é 25% acima em relação a ocupantes de edifícios convencionais.

Para conclusão deste estudo, foi avaliado que melhorando a qualidade do ar interior através do acréscimo na taxa de ar externo, ao custo com energia de US$ 40 ao ano per capita, a produtividade individual seria acrescida em torno de US$ 6,000 a US$ 7,000 ao ano; obviamente estes números não são passiveis de transposição mecânica para nossa realidade, mas podemos fazer avaliações referenciadas nos salários médios e chegar a números em torno de R$ 5.000,00 por posto de trabalho, se considerarmos um salário de R$ 2.000,00 mensais na média.

A chancela de uma equipe multidisciplinar de uma universidade com a credibilidade de Harvard – O Dr. Joe Allen é médico e sua equipe faz parte da Harvard T.H.Chan School of Public Health ( HPSH) – ajudam a endossar estes números.

Com estes resultados podemos avaliar a possibilidade de criar tabelas e equações que nos permitam ao menos entender as taxas de retorno financeiro para os investimentos ligados ao bem-estar dos ocupantes de edificações.

Os estudos da equipe do Dr Manoel Gameiro na Universidade de Coimbra

A Universidade de Coimbra desenvolve atualmente um trabalho dirigido à monitoração das variáveis ligadas à qualidade do ambiente interior, o protótipo deste analisador armazena dados relativos a temperatura de bulbo seco, umidade relativa do ar, temperatura de globo, concentração de CO2 , iluminância, velocidade do ar e índices de VOC.  Todos estes dados geram bancos de armazenamento e classificam o ambiente em relação aos dados colhidos.  Esta categorização se dá em bases às normas EN 16798-1 e EN 15251-Iluminação.

Na figura 1 é possível visualizar inúmeras variáveis de conforto ambiental simultaneamente e gerar gráficos sobre cada uma delas. Figura ppt gameiro pag 30

O estudo já colheu dados de diversos ambientes e analisou o impacto destas condições na produtividade humana.

Abaixo temos dados monetários relativos ao decréscimo de produtividade de 2% relativos a condições ambientais de menor bem-estar.

Edifício de escritórios com indicador de consumo de energia final de 120 kWh/(m2 ano) e taxa de ocupação de 12 m2 / pessoa

Custo energético de uma pessoa por ano:

12 m2/p x 120 kWh/(m2. ano) x 0.13 €/kWh = 187.2 €/(p. ano)

Considerando um custo por hora de 20 € / h e uma produtividade do trabalho, muito modesta, de 60% para a empresa sobre o custo do trabalho, o benefício gerado em um ano por um trabalhador é:

11 meses/ano x 22 dias/mês x 7 h/dia x 20 €/h x 0.6 = 20 328 €/(p. ano)

Se há uma redução de 2% no rendimento do trabalhador devido a uma mudança de 2ºC em relacão com o intervalo ideal de temperatura interior, ou porque a taxa de fluxo de ar fresco se reduz a 80% do valor ideal. A perda de produtividade por redução do bem-estar corresponde a:   0,02 x 20 238 €/(p.y)  =  406 €/(p. ano)

Conclusão

Ainda que não tenhamos uma métrica acurada para avaliar financeiramente os benefícios da qualidade do ambiente interior, os exemplos contidos neste artigo podem ao menos indicar um caminho mais seguro de como avaliar tais impactos em ambientes com alto grau de IEQ  e todas as vantagens para quem decide investir no bem-estar humano.

Estamos desenvolvendo cálculos que nos permitam avaliar de forma cada vez mais acurada o retorno destes investimentos, traçando de um lado os ganhos cognitivos relativos ao grau de bem-estar gerados pelos índices de IEQ a serem implantados e, do outro, a redução de absenteísmo ligado às condições ambientais dos espaços de trabalho.  Por enquanto estas avaliações estão sendo desenvolvidas caso a caso, mas nossa intenção é criar formatos genéricos que nos permitam interação com os resultados obtidos.

Creio que com estas ferramentas a nossa capacidade de convencimento das vantagens de se investir em bem-estar e sustentabilidade de edificações será mais fácil de ser demonstrada e compreendida pelos ocupantes e investidores, dando, assim, mais um passo no caminho que leva a uma produtividade saudável e menos estressante.

Referências

CAPPELEN, Leo Van; GAMEIRO DA SILVA, Manuel; SANJUANELLO, Eduardo. Avaliação e Comunicação da Qualidade de Ambientes Interiores in CIAR Chile 2019.

SWENSON, Michael. The Blackstone Harvard Green Tour in GBC Conference 2017.

BABUR, Oset. The Cognitive  Benefits of Healthy Buildings. in Harvard Magazine, Maio/Junho de 2017 (https://harvardmagazine.com/2017/05/cognitive-benefits-of-healthy-buildings)

ALLEN, Joseph G.; MAcNAUGHTON, Piers; SANTANAN, Suresh; SATISH, Usha; SPENGLER, John D. The impact of green buildings on cognitive function. Harvard University Site. (https://green.harvard.edu/tools-resources/research-highlight/impact-green-buildings-cognitive-function)

Marcos Antonio Vargas Pereira, engenheiro mecânico sênior (FAAP 1988), pós graduado em Refrigeração e Ar Condicionado (FEI 1998), extensão em QAI pelo PECE da POLI-USP (2008), Building Commissioning Professional (ASHRAE -2018), membro do sub-comitê de exames profissionais da ASHRAE desde 2015, diretor técnico-comercial da Térmica Brasil

 Fonte: ENGENHARIA E ARQUITETURA

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Projetar visando a boa qualidade do ar pode determinar o resultado de uma reunião

Os seres humanos podem sobreviver 30 dias sem comer, 3 dias sem beber, mas apenas 3 minutos sem respirar. Naturalmente, a nossa necessidade de ar é constante, dependemos dele em todos os momentos, tanto em ambientes internos como externos, embora muitas vezes este seja menos limpo do que o esperado. Odores desagradáveis nos alertam para um ar ruim, mas muitas substâncias irritantes e gases insalubres não são facilmente detectáveis pelo cheiro embora ainda afetem nossa saúde. Os cheiros são o sinal mais óbvio, pois são conscientemente percebidos pelo cérebro e pelo sistema nervoso, permitindo-nos fazer julgamentos sobre o nosso ambiente.

O site Arch Daily publicou um artigo sobre como “Projetar visando a boa qualidade do ar pode determinar o resultado de uma reunião”

Leia o artigo na íntegra clicando aqui

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ABRAVA fala à TV CÂMARA sobre O PMOC e Qualidade do Ar Interno – Participações de Engs. Arnaldo Parra e Leonardo Cozac

Os representantes da ABRAVA, os engenheiros Arnaldo Parra e Leoanrdo Cozac participaram do Programa Decisões & Argumentos junto ao Vereador Natalini (PV), na TV Câmara SP, na pauta o PMOC e a Qualidade do Ar Interior.

https://abrava.com.br/abrava-fala-na-tv-camara-sobre-o-pmoc-e-qualidade-do-ar-interno-participacoes-de-ens-arnaldo-parra-e-leonardo-cozac-assistam/

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[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=mxmLdlAgWjY[/embedyt]

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A QUALIDADE DO AR NAS SALAS DE AULA ESTÁ SENDO NEGLIGENCIADA?

A dimensão e o foco da qualidade do ambiente interno (QAI) não é novidade. Mas quando se trata de escolas, parece que apontar o desempenho de nossos professores é bem mais fácil do que indicar a qualidade do ambiente construído e a sua QAI.

A QAI em edifícios comerciais tem recebido a atenção da imprensa ultimamente, principalmente após a morte do ex-ministro das comunicações Sérgio Motta e a consequente publicação da Portaria 3.523 pelo Ministério da Saúde em 28 de agosto de 1998.

Diversas legislações e normas técnicas foram publicadas no Brasil desde então, bem como inspeções e fiscalização por agentes sanitários, trabalhistas e de conselhos de órgãos de classe em sistemas de ar condicionado.

“World Green Building Council” divulgou um relatório importante em setembro do ano passado, “Health, Wellbeing and Productivity in Offices: The next chapter for green building” (Saúde, bem-estar e produtividade em escritórios: O próximo capítulo para a construção verde), que tem gerado maior interesse na indústria de imóveis e construção.

Porém, pode-se argumentar que são as escolas, juntamente com a assistência à saúde, que têm as maiores implicações quando se trata da diferença entre bom e mau desempenho de QAI. Os alunos gastam cerca de 4 a 5 horas diárias, cinco dias por semana, 40 semanas por ano, durante aproximadamente 13 anos em salas de aula. O desempenho desses espaços é muito importante para o desenvolvimento dos alunos.

 

VENTILAÇÃO E CO2

A Resolução 09 de 16 de janeiro de 2003 da ANVISA – Agencia Nacional de Vigilância Sanitária, bem como outros órgãos internacionais, recomenda o máximo de 1000 partes por milhão (ppm) de CO2 para ambientes internos.

A ventilação inadequada faz com que CO2 e contaminantes do ar interior se acumulem em espaços ocupados. Em um grande número de escolas, os níveis de dióxido de carbono (como um indicador da eficiência da ventilação) passam de 3.000 ppm. Isso ocorre geralmente em salas ocupadas, frequentemente no verão, estação em que as salas de aulas são fechadas com ar condicionado e obviamente ficam sem ventilação adequada.

Esses níveis indicados para escritórios comerciais são levados em consideração para ajudar na concentração, estratégia, desempenho e produtividade dos funcionários. De fato, o estudo de 2012 chamado “O CO2 é um poluente de interior? Efeitos diretos de concentrações baixas a moderadas de CO2 no desempenho humano da tomada de decisão”, Satish et al descobriu que quando os níveis aumentaram de 600 ppm a 1.000 ppm e 2.500 ppm, houve estatisticamente reduções significativas no desempenho nos escritórios; em alguns casos o desempenho de tarefas chegou a ser classificado como “disfuncional” quando em níveis de 2.500 ppm.

 

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Apesar disso, os alunos estão expostos a níveis de dióxido de carbono que ultrapassam 3.000 ppm e então dizemos a eles que precisam melhorar o foco, a atenção e as notas para que possam competir com outros alunos internacionais em termos de alfabetização e demais padrões.

Dados compilados pelo Wisconsin Department of Health Services, OSHA, NIOSH e ACGIH, órgãos norte-americanos, indicaram que um nível de 1.000 ppm “indica ventilação inapropriada; queixas como dor de cabeça, fadiga e irritação dos olhos e da garganta ficam mais generalizadas; o nível de 1.000 ppm deve ser usado como limite máximo nos níveis internos” e níveis entre 2.000 e 5.000 ppm estão “…associados a dores de cabeça, sonolência e ar abafado, pesado, estagnado. Falta de concentração, perda de atenção, aumento da frequência cardíaca e enjoo leve também podem estar presentes”.

Os autores do estudo “O CO2 é um poluente de interior? Efeitos diretos de concentrações baixas a moderadas de CO2 no desempenho humano da tomada de decisão” também argumentam que o efeito de 2.500 ppm de dióxido de carbono equivale aproximadamente a uma concentração de 0,08 de álcool no sangue – acima do limite de 0,05 para condução de veículo.

Então, quais são os níveis característicos de CO2 nas salas de aula? Um estudo de 2002 com 120 salas de aula no Texas mostrou que 88% das salas de aulas tinham índices acima de 1.000 ppm e que, de forma alarmante, 21% das salas de aulas estavam com índices acima de 3.000 ppm.

Outro estudo da Universidade Técnica da Dinamarca, mostra ganhos de performance dos alunos em 14,5% em ambientes com uma boa qualidade do ar. Isso representa que um aluno é capaz de aprender em 06 anos o que ele aprenderia em 07. Nem precisa ser bom em matemática para enxergar o ganho financeiro para um país com investimentos nesse assunto.

A realidade mostra cada vez mais salas de aula com mais alunos e com menos espaço e janelas reduzidas, causam esse ambiente saturado.

 

Compostos Orgânicos Voláteis

Uma consequência adicional da ventilação inadequada é o acúmulo de outros contaminantes do ar interior, como os compostos orgânicos voláteis – COVs, incluindo o formaldeído.

Os COVs podem ser encontrados em diversos produtos de construção e manutenção utilizados nas salas de aula, incluindo tapetes, vinil, tintas, selantes, plásticos, produtos de madeira, móveis, eletrônicos, agentes de limpeza e tantos outros.

A toxicidade dos COVs varia. Muitos são conhecidos pelos efeitos significativos para a saúde: sabe-se que alguns são irritantes e que outros causam câncer (carcinogênicos), mutações, além de outros efeitos indesejáveis. Em ambientes externos, os COVs podem se dispersar facilmente antes de causarem efeitos para a saúde, mas em ambientes fechados, com pouca ventilação, como uma sala de aula, os COVs podem se acumular e criar perigo para a saúde.

Além de efeitos significativos para a saúde, uma equipe da Universidade da Califórnia, em Berkeley, liderada por Bill Fisk encontrou declínios cognitivos (raciocínio prejudicado) relacionados com a exposição a COVs em níveis típicos de um escritório que tinha sido renovado no ano anterior.

Muitas escolas na Austrália que tinham problemas antes e depois reduziram problemas associados com COVs, através de um enfoque mais forte na seleção do material e no gerenciamento da IAQ.

 

CONTAMINANTES MICROBIANOS

Outro grande problema é a capacidade do ar interior de espalhar infecções virais e bacterianas, sendo a proliferação de mofo um fator de contribuição especial.

Há uma crescente incidência de condições de saúde crônicas, como asma, viroses, alergias e outras sensibilidades. A asma é a principal causa de faltas nas escolas entre as crianças dos Estados Unidos.

Um estudo feito em 2003, mostrou que os efeitos nas escolas contaminadas por mofo nos Estados Unidos incluem reações alérgicas imediatas significativas em alunos e professores. Além disso, mais de dois anos depois da exposição, muitos desses alunos e professores continuaram a ter reações que não estavam presentes antes da exposição.

Isto tem implicações significativas para as escolas com o aquecimento do clima e o aumento no índice de infiltrações, associadas a inundações e vazamentos de água. O risco de problemas com mofo nas salas de aula tende a aumentar e trará consequências para a saúde das crianças nas escolas.

Este é um problema global.

Um novo relatório da Organização Mundial de Saúde mostrou que os ambientes internos de baixa qualidade nas escolas são um problema importante em muitos países na região europeia, com problemas que incluem ambiente mal ventilado e abafado, umidade e mofo, temperaturas incômodas e sanitários em mau funcionamento.

Embora o relatório afirme que os países de renda alta têm políticas para melhorar a qualidade do ar interior nas escolas, inclusive com padrões para ventilação, a baixa qualidade da ventilação e o ar abafado nas salas de aula, principalmente durante as estações mais frias, continuam a ser um problema comum a todos. Isto tem tido efeitos negativos na saúde respiratória, no absenteísmo, no desempenho acadêmico e no bem-estar dos alunos.

A exposição ao mofo e à umidade também é comum em alguns países, enquanto a melhoria no saneamento e na higiene das escolas permanece sendo um desafio nos países em desenvolvimento. A infraestrutura deficiente e a manutenção inadequada das instalações são razões por trás da baixa satisfação dos alunos com sanitários e instalações de higiene e o escasso uso que fazem deles.

Existem problemas ambientais importantes nas escolas, que são essencialmente negligenciados. As pessoas responsáveis pela tomada de decisão devem analisar as evidências e certificar-se que as normas e regulamentações existentes sejam implementadas.

Recentemente, a prefeitura da cidade de Santos/ SP, licitou a compra de 3.000 aparelhos de ar condicionado do tipo Split para escolas do município. Apesar de ser uma ação com objetivo de trazer conforto aos alunos e professores, é uma catástrofe em relação a qualidade do ar interna.

Esse aparelho de ar condicionado, Split, é para uso apenas em ambientes residências. Para ser utilizado em ambientes não residenciais, deve ser feito adaptações como sistema de filtragem eficiente e renovação de ar, que permitam ao ambiente não ter um ar saturado.

O aparelho Split convencional não possui filtragem adequada e nem renovação de ar. Infelizmente me nosso pais esse tipo de equipamento vem sendo utilizado em aplicações não residências em larga escala e representa mais de 90% das vendas de aparelho de ar condicionado no Brasil.

Isso resulta em diversos ambientes com instalações irregulares, fora das normas técnicas e legislações brasileiras.

Um Programa de Qualidade do Ar em Escolas deve estar na agenda de desenvolvimento do país, principalmente quando o governo deseja ser uma PÁTRIA EDUCADORA.

 

Elaborado por: Eng. Leonardo Cozac – Engenheiro Civil e de Segurança do Trabalho, especialista certificado em Qualidade do Ar Interno. Diretor da Conforlab www.conforlba.com.br

 

https://facilitiesservices.com.br/index.php/blog/518-a-qualidade-do-ar-nas-salas-de-aula-esta-sendo-negligenciada

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A importância da Inspeção de mofo

O que é mofo?

O mofo é uma espécie de fungo que se desenvolve em superfícies úmidas. A maioria dos tipos de mofo se reproduz liberando milhares de estruturas microscópicas, os esporos, que são leves e podem percorrer longas distâncias, sendo levados pelo vento, pela água ou por animais em movimento. Quando o esporo pousa em uma superfície apropriada, inicia a formação dos primeiros filamentos do novo mofo. Esses esporos, se respirados pelas pessoas, pode causa diversas alergias ou doenças.

As análises de qualidade do ar e as análises de mofo são tão importantes para serem executados antes de comprar casas?

O mercado imobiliário tem crescido nos últimos anos. Mais e mais pessoas estão interessadas em comprar sua própria casa ou apartamento e há uma razão muito boa para isso – eles estão buscando a estabilidade e segurança. No entanto, existem alguns aspectos essenciais antes de se deslocar para a sua nova casa, se você está construindo sua própria casa ou você comprou de outra pessoa. Importante considerar a contratação de uma empresa de qualidade de ar e inspeção de mofo, a fim de garantir a casa é segura e livre de mofo.

O que é o análise de qualidade do ar?

Qualidade do ar interno, ou como conhecido como QAI, refere-se à qualidade do ar dentro de estruturas e edifícios e está diretamente ligado ao conforto e à saúde dos ocupantes desses locais. Existem muitos fatores que podem afetar a qualidade do ar e alguns exemplos muito bons são gases como radônio e monóxido de carbono, partículas e contaminantes microbianos, como o mofo. Os testes de qualidade do ar revelarão se o ar dentro de sua casa é saudável e até que ponto afeta sua saúde e a saúde dos outros membros da sua família.

O que é inspeção de mofo?

Quando a análise de qualidade do ar é realizado, você recebe informações sobre o estado da qualidade do ar dentro de sua casa e sobre os fatores que a contaminam. Análise de mofo é uma pequena parte do que é o teste de qualidade do ar. Implica tomar amostras diferentes de uma superfície ou do ar, que são então analisados, a fim de determinar se sua casa está infectada com mofo.

Por que eles são importantes?

É crucial que você contratar uma empresa de inspeção de mofo para ter uma verificação completa da casa antes de realmente cantar o contrato de compra e venda. Viver em uma casa que foi infectado com o mofo é extremamente perigoso para a sua saúde. Acredite ou não, ele pode causar algumas doenças graves e complicações de saúde. Fungos que formam o mofo são um dos mais notórios poluidores do ar interior e geralmente formam nas casas em locais com altos níveis de umidade. O mofo pode causar vermelhidão, alergias e problemas respiratórios que podem até levar à asma. A melhor maneira de combater o mofo é garantir que não há umidade dentro da casa. Uma empresa profissional pode ajudá-lo a se livrar do mofo de forma fácil e eficiente, pois estão totalmente equipados com todos os tipos de ferramentas e instrumentos necessários. Uma vez que você removeu o mofo de sua casa, fique atento para impedir que reapareça.

Fatores a valorizar antes de contratar uma empresa de testes de mofo

Existem diversas empresas no mercado oferecendo soluções para resolver problemas de mofo. Mas como na área médica, antes de tomar um remédio, você deve procurar um médico especialista para recomendar qual o tratamento. Por isso, você tem que prestar atenção a uma série de aspectos antes de recorrer a uma empresa específica. O primeiro passo para começar é com algumas pesquisas detalhadas na Internet. É o melhor lugar para ver quais as empresas que fornecem este tipo de serviços em sua região. Verifique sua experiência em inspeção ou consultoria em mofo, os tipos de serviços que eles fornecem, o tipo de equipamento que eles usam na realização de testes de qualidade do ar, seus preços, como qualificado seus funcionários são e assim por diante. Todos estes detalhes devem dar-lhe uma visão mais clara qual a melhor se adapta às suas necessidades e orçamento. Não contrate empresas que prestam serviços de limpeza, tratamento ou remediação de mofo para fazer a inspeção inicial. Há conflito de interesse.

E se houver a presença de mofo?

Segundo normas internacionais, o mofo em áreas acima de 1m2 deve ser remediado por profissional especializado, com procedimentos e equipamentos adequados. Isso para impedir que os esporos de espalhem pelo ambiente, preservando a saúde dos trabalhadores do local, moradores e demais usuários. Além disso, os esporos irão se depositar em outras superfícies do ambiente, que se úmidos poderão desenvolver novos focos de contaminação. A empresa especializada irá remediar o mofo, ou seja, limpar e retirar do local todo o mofo presente. Não se trata apenas de limpar com algum produto como cloro, como popularmente é difundido. Isso poderá deixar fungos mortos que irão provocar alergias e servir de alimento para novos microrganismos.

Como manter o mofo afastado

Os testes de mofo e empresa de remoção de mofo pode ter deixado sua casa livre do mofo, mas de agora em diante é seu dever manter estes esporos ruins longe de reentrar sua casa. É verdade que você não pode fazer uma casa à prova de mofo, mas o que você pode fazer é torná-lo resistente ao mofo. É recomendável que você verifique todos os cantos da sua casa de vez em quando, a fim de garantir que as áreas suscetíveis de alto nível de umidade não voltar a ter mais problemas. Se você secar a área o mais rápido possível, menos de 48 horas, você elimina a possibilidade de mofo para instalar novamente e crescer. É obrigatório que você também ventilar sua casa corretamente. Mesmo as atividades domésticas mais simples, como cozinhar ou tomar banho pode causar a instalação do mofo.

Em resumo, recorrendo aos serviços de uma empresa de qualidade do ar e testes de mofo é essencial antes de comprar uma casa. Especialistas realmente aconselham a recorrer a essas empresas pelo menos uma vez por ano, a fim de garantir a casa é limpa e saudável.

E se achar mofo na residência, chame uma empresa especializada. Se a remediação do mofo não for feita com qualidade pode espalhar mofo pela casa.

Importância da Inspeção de mofo

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Como prevenir mofo no quarto

Como prevenir o mofo no quarto

A menos que você faça home-office, a maior parte do tempo dentro de casa é realmente gasto no quarto, dormindo. É por isso que o mofo no quarto é um dos mais problemáticos, enquanto você respira os alérgenos e as toxinas durante várias horas.

Causas comuns do mofo do quarto

Ao contrário da cozinha e do banheiro, onde a umidade constante do vapor é uma das principais causas do mofo, o mofo do quarto pode ser causado por condensação e umidade do ar (por exemplo, de condições climáticas).

Se você está pronto para fazer no seu quarto uma verificação de mofo, então você deve se concentrar primeiro em paredes, janelas e tetos. Paralelo a isso, você deve verificar pisos, roupas e até plantas, se você tiver no quarto, porque o mofo gosta todos esses lugares. E se você está curioso sobre o que o mofo prefere, você deve saber que o mofo gosta muito de áreas mal ventiladas.

Se você completou a verificação e tem certeza de que não há sinal de mofo, você está com sorte. Este é o momento certo de tomar algumas precauções para ajudar a evitar que o mofo cresça no seu quarto.

Por outro lado, no caso de você ter achado o mofo, não entre em pânico. Entre em contato com empresa especializada em Inspeção de Mofo. Eles irão realizar todos os testes necessários para identificação do mofo, e confirmar ou não suas suspeitas. Somente após o teste do mofo, você saberá com certeza se é um mofo e de que tipo você está lidando. Os especialistas em mofos irão então aconselhá-lo sobre quais novos passos você pode tomar e o que deve ser feito para remover o mofo.

Enquanto você dorme no seu quarto, passa muitas horas respirando o ar interior. Portanto, é importante entender os resultados das ações efetivas para remoção de mofo. Você mesmo pode fazer essa remoção apenas se o mofo no caso for menor que 1 m2 de área, ou seja, se o dano for pequeno. Em qualquer outro caso, é melhor deixar os profissionais fazerem esse trabalho. Uma vez que o quarto é limpo, certifique-se de evitar qualquer crescimento do mofo no futuro.

Criando um quarto resistente aos mofos

A ventilação é peça importante para a prevenção adequada do mofo. Todas as manhãs, quando você se levanta, abra todas as janelas do seu quarto e deixe-as abertas por pelo menos cinco minutos. Não só isso diminuirá o nível de umidade, mas assegurará que o ar fresco substitua o “ar noturno” estagnado. Mas no caso de você viver em um clima altamente úmido (por exemplo, no litoral), simplesmente abrir a janela não teria o mesmo efeito. Para manter o nível de umidade ideal, é melhor utilizar desumidificadores ou equipamentos de ar condicionado. Uma medição da umidade relativa do ar permitirá que você saiba como é seu quarto, e se simplesmente deixar suas janelas abertas será suficiente, ou se você precisa de algum equipamento.

Se houver tapetes, carpetes ou cortinas no quarto, ou em qualquer outro espaço, esteja ciente de que produtos porosos retêm muito material particulado. Eles servem como esponjas para partículas, e você pode estar respirando uma série de partículas que não existiriam se os tapetes não forem mantidos bem limpos ou removidos. Fazer uma medição com equipamento de contagem de partículas por um profissional de mofos e avaliar a condição dos tapetes em seu ambiente interno pode ser um bom investimento na sua saúde. Uma vez que a sujeira é basicamente comida orgânica para o mofo, é importante manter seu tapete limpo para impedir que o mofo cresça. Esses materiais porosos deverão ser limpos e aspirados regularmente, bem como garantir que estão sempre secos.

O fluxo de ar dentro do quarto é muito importante para a prevenção de mofo. Tendo isso em mente, é uma boa ideia manter seus móveis levemente afastados das paredes. Isso cria espaço suficiente para que o ar fresco circule entre as paredes e os móveis, o que irá secar qualquer umidade e evitar o desenvolvimento do mofo. Como o mofo gosta de poeira, você deve limpar os móveis do seu quarto regularmente para reduzir a poeira e a sujeira. Use um aspirador de pó com filtragem HEPA (alta eficiência), pois eles são capazes de remover os esporos do mofo do ar.

E as plantas

Você deve saber que aquelas belas plantas em sua casa podem estar hospedando convidados indesejados. Enquanto as plantas podem ser ótimas para manter o ar limpo na casa, eles também podem ser uma fonte de mofo. Não se esqueça de que o mofo adora a umidade e a matéria orgânica, e isso é exatamente o que as plantas podem fornecer. O mofo também pode ser encontrado na terra da planta e, às vezes, mesmo nas folhas. É por isso que é muito importante verificar suas plantas quanto a sinais de mofo sempre que você as molha. Veja mais de perto a terra da planta, e se você ver uma cobertura acinzentada, grande probabilidade de que o mofo já está lá.

A melhor maneira de lidar com o mofo na terra é retirá-la e descarta-la, colocar nova terra, replantar a planta e deixar a terra secar. Algumas maneiras para evitar o mofo nas plantas incluem a adição de um anti-fungos naturais ao solo, regando quando necessário e mantendo a planta limpa.

Como evitar o mofo no armário

Você provavelmente já percebeu o que um fungos e umidade juntos produzem. É exatamente o que você deve se preocupar quando se tem mofo no armário e como isso pode afetar não só as roupas, mas também a sua saúde. O uso de roupas com mofo de pode levar diretamente a problemas de saúde como alergias cutâneas e até respiratórias. Portanto, é muito importante evitar o mofo em sua roupa em primeiro lugar.

O mofo na roupa, em alguns casos, é o resultado de roupas úmidas sendo dobradas e armazenadas sem um período de secagem adequada. Com umidade e comida suficientes (dos materiais de vestuário), é apenas uma questão de tempo antes de sua roupa receber convidados indesejados. É por isso que é muito importante garantir que cada peça no seu guarda-roupa esteja bem seca antes de ser dobrada e armazenada no armário. Se o tempo permitir, deixe ao sol suas roupas o máximo possível. O ar e a luz do sol são uma boa arma contra o mofo no armário.

Você também deve saber sobre casos de mofo durante o armazenamento de roupas fora de temporada. Caixas organizadoras ou sacos são muitas vezes bem fechados e com apenas um pouco de umidade, eles podem se transformar em um reino de mofo. Portanto, antes de colocar tudo o que você não vai usar por algum tempo, assegure-se de que esteja bem seco. Uma boa ideia é deixar a roupa do lado de fora por algumas horas, pegar os raios de sol finais e um pouco de ar fresco. Também é muito importante verificar se as caixas organizadoras têm buracos para deixar entrar algum ar fresco. Se você tem medo de insetos encontrarem esse caminho, você pode adicionar uma odorizantes ou pequenos sacos de lavanda que atuarão como um repelente de insetos.

Se você tem um closet, então você deve fazer uma inspeção completa de mofo regularmente, o que inclui a paredes atrás das roupas, verificando o teto e o piso. Certifique-se de que não há manchas úmidas de um telhado com vazamento, e se você tiver uma janela, mantenha-o aberto o máximo possível ou instale uma ventilação.

Em qualquer caso, mantenha o armário sempre limpo e evite sobrecarregá-lo de roupas. Verifique as roupas que você não usa com frequência por quaisquer sinais de mofo.

Se você notar sinais de mofo ou mesmo cheiro de mofo, é melhor não tratá-lo por conta própria. Em vez disso, peça aos profissionais para testar o mofo (não se esqueça de que não é mofo até que seja testado). Somente após os resultados, eles instruirão quais as etapas que você devem tomar para impedir que o mofo se desenvolva ou, no pior dos casos, quais etapas são necessárias para remover o mofo do seu armário.

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Os benefícios “escondidos” de um sistema de Ar-Condicionado – por Eng. Leonardo Cozac

O calor intenso tem feito parte do nosso dia a dia! E, com ele o desejo de estar em um ambiente com ar condicionado, aumenta. Felizes são aqueles que dispõe dessa maravilha da engenharia moderna, tão necessária hoje em dia. O que muitos não sabem é que esse equipamento pode proporcionar, além do conforto térmico, um ambiente muito mais saudável!

Vivemos atualmente em grandes centros urbanos, onde a poluição do ar nas cidades afeta a saúde de milhões de pessoas todos os anos. A Organização Mundial da Saúde – OMS estima que mais de 5 milhões de pessoas morrem no mundo devido à problemas de poluição do ar. E, é essa mesma poluição que entra diariamente em nossas casas e escritórios.

Conforme dados do Qualindoor – Departamento de Qualidade do Ar de Interiores da ABRAVA – Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento, uma pessoa respira cerca de 10 mil litros de ar por dia e passam 85% dele dentro de ambientes fechados, estes normalmente climatizados, como hospitais, escritórios, academias, bancos, carros, entre outros.

As pessoas se preocupam com a poluição do ar atmosférico, mas, dos ambiente fechados não. Ao ar livre muitas vezes podemos ver ou sentir a poluição, mas, em ambientes fechados é invisível! E,  como não é observado o problema, costumamos ignorá-lo.

De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA  – EPA, a qualidade do ar interno pode ser de 2 a 5 vezes pior que o ar externo, isso devido a uma série de eventos perigosos que ocorrem dentro de um ambiente fechado que poluem o ar. Entre os mais comuns estão: o uso de produtos de limpeza com alta emissão de compostos orgânicos voláteis; procedimentos de limpeza inapropriados; falta de manutenção do sistema de ar-condicionado; infiltrações ou umidade excessiva que propiciam o desenvolvimento de mofo.  Essas situações impactam na saúde das pessoas, afetam a produtividade, elevando assim as custas médicas da família e das empresas.

A boa notícia que muitos não sabem, é que os sistemas de climatização podem melhorar a qualidade do ar que respiramos, além de,  garantir o desejado conforto térmico para todos os níveis de temperatura desejadas. Para isso, basta ter em operação o sistema adequado!

Quando um sistema é corretamente projetado, instalado e mantido, ele possui a característica de tratar os poluentes do ar externo e interno. Isso, através da filtragem e renovação do ar que respiramos. Os sistemas de climatização possuem filtros de ar, usados para retenção de partículas de poeira existentes no ar dos grandes centros urbanos. Além de, os sistemas de captação de ar externo,  que reduzem poluentes químicos e biológicos dentro dos ambientes.

Mas atenção, esses benefícios de uma melhor qualidade do ar por meio do ar condicionado, só serão obtidos em sistemas de climatização feitos e mantidos por profissionais habilitados, pois, normalmente os sistemas do tipo Split não possuem a característica de renovação do ar. Requerendo assim, a instalação da renovação de ar como complemento para a instalação. O filtro de ar original de equipamentos do tipo split são de baixa eficiência contra as partículas que afetam à saúde dos seres humanos.

Por todos os pontos apontados neste artigo recomendo sempre, que para que se tenha um sistema de ar-condicionado adequado, funcionando corretamente e com os benefícios que pode oferecer, procure um profissional qualificado e habilitado para cuidar do seu sistema de climatização. Com isso, será possível o aproveitamento 100% do equipamento, com todos os benefícios que não sabia ao adquirir um sistema de ar-condicionado.

Por isso sempre falamos, “Ar condicionado é bom e faz bem”.

Eng. Leonardo Cozac – Engenheiro Civil e Segurança do Trabalho, especialista certificado em qualidade do ar interno, VP de desenvolvimento profissional da ABRAVA – Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento, membro do Qualindoor da ABRAVA e Diretor da Conforlab

http://abrava.com.br/?p=15290

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Como a poluição do ar se esconde dentro dos escritórios

Chris Birch tinha pavor das reuniões de fim de tarde no antigo escritório da Hilson Moran, consultoria de engenharia, na cidade de Stretford, em Manchester, no Reino Unido.

“Você ficava sentado por três horas na reunião, com um pouco de dor de cabeça, se sentindo cansado e sufocado”, lembra Birch, diretor de sustentabilidade da empresa.

As janelas das salas de reunião (e do restante do escritório) ficavam fechadas durante o ano todo; no inverno, para proteger do frio, e no verão para impedir a entrada de partículas poluentes, como dióxido de carbono e dióxido de nitrogênio, provenientes dos escapamentos dos carros.

Mas o ato de vedar o prédio fazia com que a respiração de cada funcionário durante as longas horas de reunião elevasse o nível de dióxido de carbono na sala, causando sonolência e dores de cabeça.

“O problema que tivemos durante 20 anos no escritório era que quando ficava abafado ou quente, você abria a janela para ventilar e era atingido por uma parede de ruído e poluição”, diz Birch.

 

Obviamente, a dinâmica deste local de trabalho não é única – tampouco a sensação da cabeça latejando e até mesmo dificuldade para respirar à medida que passamos a maior parte do dia confinados dentro de um escritório.

Ter ar-condicionado não ajuda, a menos que o sistema inclua os filtros adequados, já que o ar externo – potencialmente cheio de poluentes – é sugado para dentro do prédio e circula pelo escritório.

Mas ainda não há uma grande conscientização sobre o tema. Costumamos observar a qualidade do ar atmosférico, mas não em ambientes fechados.

Cath Noakes, professora do departamento de engenharia civil da Universidade de Leeds, no Reino Unido, que pesquisa a qualidade do ar em lugares fechados, diz que a questão tem sido negligenciada há muito tempo porque “é muito menos óbvia”.

 

Vilã invisível

“Ao ar livre, quando há muita poluição, você pode ver, sentir e cheirar. Mas em lugares fechados, muitas vezes você não consegue detectar o que está lá. Quando as pessoas não conseguem ver algo, elas descartam aquilo”, explica.

Mas não deveriam. Os impactos da má qualidade do ar na saúde são bem conhecidos – a poluição atmosférica tem sido associada a infecções do trato respiratório, câncer de pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Um estudo de dois anos, publicado pela revista científica The Lancet, descobriu que 6,5 milhões de pessoas morrem prematuramente a cada ano em decorrência da baixa qualidade do ar.

E a produtividade também é afetada – um estudo de 2014 com trabalhadores rurais mostrou que para cada 10 microgramas de partículas poluentes PM2,5 presentes no ar, a produtividade cai US$ 0,41 por hora.

Em geral, as pessoas pensam que a solução é fugir para dentro de casa – mas isso não é verdade. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês), a poluição do ar em ambientes fechados costuma ser entre duas e cinco vezes maior que ao ar livre – e pode chegar, em níveis extremos, a ser 100 vezes mais nociva.

“O ar no interior dos ambientes contém a poluição que está do lado de fora, além daquela que você adiciona dentro ao cozinhar, usar produtos de limpeza ou materiais de construção”, explica Matthew S. Johnson, diretor de ciências do Airlabs, que instala filtros de ar com tecnologia que remove 95% de poluentes atmosféricos e gases nocivos.

Segundo The Lancet, 800 mil pessoas morrem a cada ano devido à má qualidade do ar em seus locais de trabalho.

“Além disso, a ‘síndrome do edifício doente’ pode causar dores de cabeça e perda de produtividade”, diz Johnson.

A maior parte dos aparatos tecnológicos para limpeza do ar interno vem de engenheiros da Ásia, onde a dependência de combustíveis fósseis e a frágil regulamentação deram origem a algumas das cidades mais poluídas do mundo.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgados no início deste ano, 14 das 20 cidades mais poluídas do mundo estão na Índia, e várias cidades chinesas também são seriamente afetadas.

“A China continua na frente no que diz respeito ao monitoramento da qualidade do ambiente interno, em parte devido à presença da poluição atmosférica em áreas significativas do país”, disse Matthew Clifford, responsável pelo setor de energia e sustentabilidade para a região Ásia-Pacífico da consultoria imobiliária JLL.

“Além de evitar os impactos negativos da baixa qualidade do ar, melhorar o ar interno traz muitos benefícios, como aumento da produtividade, o que tem impacto direto nos resultados financeiros das empresas.”

 

Em Pequim, conhecida pelos altos índices de poluição, um relatório de 2015 da JLL e da consultoria ambiental Pure Living revelou que 90% dos prédios corporativos não estavam conseguindo reduzir significativamente os poluentes nos dias em que o ar está mais contaminado. Mas as pessoas estão se mobilizando.

Lenta conscientização

O número de purificadores de ar na China está subindo significativamente, quase dobrou de 2012 para 2013 – uma época em que a poluição estava particularmente alta – e saltou de 3,1 milhões em 2013 para 7,5 milhões no fim de 2018, segundo a consultoria Euromonitor.

Um relatório do ano passado mostrou que os fabricantes estavam inovando para atender à demanda, “usando nanotecnologia, aprimorando a eficiência energética e reduzindo os níveis de ruído”.

As empresas também estão vendo os benefícios do investimento. Em Pequim e Xangai, por exemplo, grandes companhias, como a WPP e a PriceWaterhouse Coopers, instalaram sistemas de filtro de ar em seus escritórios, numa tentativa de reter bons profissionais.

O hotel Cordis, em Xangai, inaugurado em 2017, anuncia entre seus serviços o fato de oferecer “a mais recente tecnologia de sistema de filtro” que mantém a qualidade do ar interno.

A conscientização e inovação não se restringem à Ásia. A Airlabs está instalando sistemas de purificação do ar em estabelecimentos comerciais de Londres. Algumas empresas reconheceram que os níveis de dióxido de nitrogênio dentro das lojas no centro da cidade eram semelhantes aos níveis registrados nas ruas.

A primeira loja a adotar a tecnologia Airlabs, que filtra 1,8 mil metros cúbicos de ar por hora, foi a da marca Stella McCartney, em Old Bond Street.

No momento, ainda não há regras rígidas sobre o padrão do ar que respiramos em ambientes fechados ao redor do mundo, embora a OMS tenha desenvolvido diretrizes para a qualidade do ar interno em 2009.

A EPA fornece orientação “não-regulatória” nos EUA, enquanto o Instituto Nacional para Excelência em Saúde e Cuidado do Reino Unido está desenvolvendo diretrizes – não regras – para a qualidade do ar em residências no país.

A expectativa é que as diretrizes sejam publicadas no próximo ano, e tudo indica que vão incluir possíveis intervenções para remover eventuais fontes de poluição e introduzir filtros de ar como padrão.

Os especialistas não acreditam, no entanto, nos benefícios de uma regulamentação rígida. Estabelecer simplesmente um limite de um milhão de partículas poluentes dentro de casa pode ser arbitrário. Cada prédio é diferente, e os dados não levam em conta os visitantes de escritórios, por exemplo, cuja respiração pode elevar os índices de poluição acima dos níveis considerados seguros.

 

“Deve haver mais responsabilidade por parte das organizações que gerenciam os prédios”, diz Noakes, da Universidade de Leeds. “Mas você vai regulamentar isso? Essa é uma pergunta difícil”.

Para a sorte daqueles que ficam confinados em escritórios todos os dias, cada vez mais empresas estão se conscientizando. Philip Whitaker, executivo-chefe da AAF Flanders, maior fabricante de filtros de ar do mundo, disse que sua companhia “vê enormes oportunidades de crescimento na Ásia e na Europa diante da crescente necessidade de purificadores de ar”.

Vida nova

Há alguns anos, Chris Birch, e o restante da Hilson Moran, se mudaram para um prédio novo em Manchester. Isso permitiu que eles projetassem o local de trabalho do zero e resolvessem o problema na origem.

Algumas medidas eram óbvias, como a instalação de filtros de ar que eliminam alguns dos poluentes mais nocivos. Também investiram em monitores de qualidade do ar que checam continuamente os níveis de dióxido de carbono, dióxido de nitrogênio e partículas no ar interno – e avisam caso atinjam um nível inaceitável.

O escritório também ficou muito mais sustentável.

“Analisamos uma pesquisa da Nasa (agência espacial americana) sobre plantas que limpam ativamente o ar”, diz Birch. E escolheram algumas espécies da lista das 10 mais eficientes para colocar no novo escritório.

Segundo ele, havia ainda a questão do “cheiro de carro novo”. Esse cheiro é produzido por compostos orgânicos voláteis de tintas, adesivos, móveis e tapetes do prédio, que são liberados no ar ao longo de vários anos em um processo conhecido como “offgassing”, explica Noakes.

Para evitar isso, a Hilson Moran se empenhou em buscar materiais com baixo teor de poluentes para seus móveis e materiais de escritório, certificados pelo International WELL Building Institute, que supervisiona o padrão WELL. Alguns acessórios são feitos de cascas de batata coladas com o próprio amido do tubérculo.

Não foi uma tarefa fácil. “Muitos dos fabricantes de móveis e carpetes naquela época ainda não tinham entendido isso”, explica Birch.

A empresa só tinha alguns fornecedores prontos para atender ao padrão WELL. Mas dois anos depois, o número de fabricantes e o leque de produtos que eles oferecem aumentou.

A Hilson Moran ficou tão orgulhosa do novo escritório que submeteu à certificação do International WELL Building Institute. E passou no teste, se tornando o terceiro escritório no Reino Unido – e o primeiro fora de Londres na época – a conseguir o selo.

Ao mesmo tempo, a empresa pediu à equipe para preencher uma pesquisa padrão de bem estar dos funcionários, com base em uma metodologia sobre ocupação de edifícios. Eles tinham respondido o mesmo questionário sobre o escritório antigo, em que ficaram entre os 10% prédios corporativos piores avaliados de um total de 650.

“Fizemos a pesquisa novamente neste escritório e ficamos no top 2%”, diz ele.

“Não sinto uma diferença tangível na qualidade do ar”, admite Birch.

Mas ele agora consegue ficar acordado durante as longas reuniões da tarde – e sem ter dor de cabeça.

 

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